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Relações estremecidas

Diplomacia da jabuticaba: Lula volta a brincar de levar fruta para acalmar Trump

Lula elogia PF por retirar credenciais de agente dos EUA e defende retomada do diálogo
Lula disse esperar que os Estados Unidos estejam "dispostos a voltar a conversar". (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar Donald Trump, nesta quinta-feira (23), ao repetir uma brincadeira sobre as propriedades "calmantes" da jabuticaba. Ele afirmou que levaria uma muda da fruta brasileira, além de um maracujá, ao presidente americano para que ele “se acalmasse”.

“Agora, quando eu viajar, vou levar um pé de maracujá, de jabuticaba para o Xi Jinping, vou levar para o Trump.... Jabuticaba é calmante”, declarou Lula durante o evento "Brasil na Mesa", na Embrapa Cerrados.

Lula afirmou ainda que o país possui um “potencial extraordinário”, mas que muitas vezes não aproveita plenamente suas capacidades. Como exemplo, citou que a rainha da Suécia, Silvia Sommerlath, mantém um pé de jabuticaba na Europa, protegido por uma estufa.

Jabuticaba nas tensões

Essa não é a primeira vez que o petista menciona o "remédio natural" para lidar com o republicano. Em julho do ano passado, durante a crise das tarifas, Lula declarou que levaria jabuticaba para Trump e que "ninguém que chupa jabuticaba fica nervoso". O clima entre os dois líderes azedou desde o retorno de Trump à Casa Branca, marcado por um "tarifaço" de 50% sobre importações brasileiras e investigações americanas contra o Pix e a pirataria.

A relação vive seu momento de maior tensão. Nesta semana, o governo Trump expulsou dos EUA, via rede social, o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, acusado de manipular o sistema de imigração para prender o ex-deputado Alexandre Ramagem.

Na mensagem, publicada no X na segunda-feira (20), o Departamento de Estado justificou que “nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para burlar pedidos formais de extradição e estender a caça às bruxas política ao território dos EUA”. Em resposta, o governo Lula aplicou o princípio da reciprocidade e retirou as credenciais de um adido da agência de imigração americana (ICE) que atuava no Brasil.

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