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Grupos de direita realizam nesta segunda-feira (7), Dia da Independência do Brasil, manifestações em ao menos 15 cidades contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os atos ocorrem em meio à crise envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e aos novos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro.
As mobilizações estão distribuídas pelas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A principal manifestação está prevista para a Avenida Paulista, em São Paulo, com concentração a partir das 15h e convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência. O ato tem como principais palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”.
Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade durante a manhã. O ato contou com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), além de outras lideranças da direita mineira. Mesmo sob chuva, apoiadores levaram bandeiras do Brasil e cartazes com críticas ao governo federal e ao STF.
Durante o discurso, Nikolas afirmou que a manifestação não tinha caráter eleitoral e que o objetivo era pressionar as autoridades pela saída de Moraes. “Isso aqui não é campanha. É para tirar Moraes”, afirmou. O deputado também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Nikolas também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Segundo o deputado, “o único candidato à Presidência que consegue tirar o PT se chama Flávio Bolsonaro” e, se eleito, o senador deverá subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em outro momento do ato, Nikolas afirmou que, na avaliação dele, Moraes estaria dando um golpe no país. “Hoje foi comprovado que quem tentou dar um golpe no país não foi Jair Messias Bolsonaro, mas quem está dando o golpe chama-se Alexandre de Moraes”, disse.
Marinho defende reação contra Moraes em Natal
Em Natal (RN), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, participou do ato realizado contra Moraes e Lula. A manifestação reuniu apoiadores da direita no Largo do Atheneu. A participação de Marinho havia sido anunciada entre as mobilizações do 7 de Setembro no estado.
No discurso, Marinho voltou a defender o impeachment de Moraes e afirmou que a sociedade precisa reagir diante do que considera excessos do ministro e do Supremo. O senador classificou como abuso de poder a iniciativa de Moraes de pedir uma investigação contra André Mendonça e defendeu que a reação ocorra de maneira “pacífica e democrática”, com cobrança pelos limites estabelecidos pela Constituição.
Marinho também tem utilizado as manifestações para pressionar o Senado a analisar os pedidos de impeachment contra Moraes. Apesar de integrar a oposição, o senador afirmou recentemente que não assinou um dos pedidos apresentados contra o ministro.
Manifestantes protestam em apoio ao Mendonça
Além dos pedidos de impeachment de Moraes, manifestações da direita também passaram a defender o ministro André Mendonça, do STF. O magistrado ganhou destaque após divulgar relatório da Polícia Federal relacionado às investigações envolvendo o Banco Master e os vínculos de Moraes com Vorcaro. O episódio aprofundou o embate entre os dois ministros da Corte.
Em Brasília, um ato paralelo ao desfile oficial de 7 de Setembro reuniu centenas de manifestantes e políticos do PL. Além dos gritos de “Fora Lula” e “Fora Moraes”, houve manifestações de apoio a Mendonça.
Em Maceió (AL), manifestantes também realizaram ato com defesa de Mendonça. A mobilização ocorreu no Corredor Vera Arruda e integrou a programação de protestos convocados pela direita para o feriado.
No Rio de Janeiro, a praia de Copacabana também recebeu manifestação com referências à crise no STF e apoio a Mendonça. A defesa do ministro passou a dividir espaço com as críticas a Moraes entre os grupos de oposição. A pauta de apoio a Mendonça foi articulada nacionalmente por lideranças políticas e religiosas ligadas à direita.
A mobilização nacional ocorre em um momento de forte tensão entre setores da oposição e o STF. A crise ganhou novo impulso após a divulgação de mensagens entre Moraes e Vorcaro, nas quais o empresário teria questionado o ministro sobre investigações e perguntado se deveria deixar o país antes de ser preso.
Atos pelo impeachment de Moraes em diferentes cidades
A mobilização foi convocada por diferentes grupos, parlamentares e lideranças políticas da direita. Entre os nomes envolvidos estão Nikolas Ferreira, Bia Kicis, Gustavo Gayer, Julia Zanatta, Rogério Marinho e o pastor Silas Malafaia, além de Flávio Bolsonaro e outros candidatos e políticos de oposição. O PL, contudo, não é formalmente o organizador de todos os atos.
Em São Paulo, além do ato da tarde convocado por Flávio Bolsonaro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), participou de uma manifestação pela manhã na Avenida Paulista. O candidato Renan Santos, do Missão, também realizou um protesto no Obelisco do Ibirapuera, evidenciando a divisão da direita em diferentes manifestações na capital paulista.
As manifestações devem ser atualizadas ao longo do dia conforme forem divulgadas informações sobre participação, discursos e mobilizações em outras cidades.






