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Crise entre partidos

Dissidência racha PSOL e fala em migração de Boulos para o PT

Lula e Boulos
Movimento afirma que Boulos vinha costurando federação desde novembro para não deixar PSOL abruptamente. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Uma dissidência do Movimento Revolução Solidária, do PSOL, afirmou nesta sexta-feira (20) que o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) estaria deixando o partido para se filiar ao PT duas semanas depois da sigla rejeitar a formação de uma federação com a agremiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar as eleições de outubro.

Em uma longa postagem em uma rede social, a dissidência afirmou que Boulos – favorável à federação – estaria deixando o PSOL para ser o escolhido por Lula a algum cargo eletivo “por dentro do PT”. A carta do movimento cita, ainda, que ele estaria levando junto o “núcleo dirigente” do movimento.

Procurado pela Gazeta do Povo, o ministro classificou a carta como “apócrifa” e “oportunismo e desespero”.

“O Movimento Revolução Solidária está discutindo internamente seus rumos políticos. Lamentamos que uma parte do PSOL tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”, afirmou através de sua assessoria de imprensa.

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Boulos era um dos principais defensores da federação, mas não tinha apoio unânime dos demais correligionários, como a deputada federal Sâmia Bomfim e Luiza Erundina (PSOL-SP) e Glauber Braga e Chico Alencar (PSOL-RJ), que votaram por seguir na federação com a Rede Sustentabilidade.

“A eminente saída de Guilherme Boulos e núcleo dirigente da RS (Revolução Solidária) do PSOL. Agora fica mais claro que o movimento de pesar o discurso a favor de uma federação era uma tentativa de criação de narrativa para saída do partido”, disparou a dissidência citando que Boulos fará parte da corrente do PT que prega um progressismo com Lula, Gleisi Hoffmann (PT-PR), entre outros – a chamada Construindo um Novo Brasil(CNB).

Em outro trecho da carta, o grupo afirma que Boulos começou a decidir pela mudança para o PT “em algum momento entre o final de novembro e início de dezembro”, e que pegaria “muito mal sair assim, a seco”. Isso teria levado à sugestão de uma federação com o partido de Lula.

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Apesar da rejeição à federação, o PSOL afirmou que apoiará Lula na tentativa à reeleição.

“A decisão de apoiar o atual presidente Lula já no primeiro turno das eleições deste ano é uma consequência natural da prioridade política que vem sendo demonstrada pelo PSOL ao longo dos últimos anos: enfrentar e derrotar a extrema-direita”, afirmou o partido no dia da votação.

Boulos era filiado ao PSOL desde 2018 quando se candidatou à presidência da República e terminou o primeiro turno com 617 mil votos, na 10ª colocação nas urnas. Dois anos depois, disputou a prefeitura de São Paulo – sua base eleitoral através do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – e novamente em 2024, quando perdeu no segundo turno para Ricardo Nunes (MDB-SP).

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