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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) avalia que a captura e prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo governo americano ajudará a eleger seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026. A avaliação ocorreu em uma entrevista ao programa Conversa Timeline desta segunda-feira (25).
"Quando Maduro caiu, eu mandei pro Flávio Bolsonaro: você está eleito presidente, porque a gente sabe que vai vir muita coisa do Maduro. O TSE censura no Brasil as ligações entre Lula e Maduro, mas o mundo saberá das conexões do tráfico de drogas com regime do Lula", disse Eduardo, que está nos Estados Unidos.
Flávio foi acusado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) de incitar a prisão do presidente Lula (PT) pelos Estados Unidos. Segundo ela, uma postagem do senador configuraria incitação ao crime de golpe de Estado. A representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), caso avance para uma ação e uma condenação criminal, pode tirar Flávio do pleito. Outro acusado é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que aparece como favorito nas pesquisas para o governo de Minas Gerais.
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Maduro é acusado de narcoterrorismo e pode ser condenado a prisão perpétua
Maduro é acusado pelos Estados Unidos de comandar uma organização narcoterrorista que estaria prejudicando o país, ao enviar drogas ao território comandado por Donald Trump. O ditador passou por uma audiência inicial, onde se declarou inocente e disse que é um homem "decente".
A esquerda tem condenado a operação militar, classificando como uma violação da soberania do país vizinho. No Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador Sérgio Danese reforçou a narrativa, dizendo que "não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios."
Venezuelanos comemoram a prisão do ditador tanto no país quanto fora dele, enxergando no fato a possibilidade de transição para uma democracia. Por outro lado, manifestantes de esquerda, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, criticam a postura do governo Trump.
Caso condenado, a pena de Maduro pode ser de 30 anos de prisão até prisão perpétua.




