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R$ 2,92 milhões

Empresas ligadas a ministro do Turismo acumulam dívidas e sanções do governo federal

Gustavo Feliciano é filho de políticos. Na Paraíba, sua família possui empresas que enfrentam situação delicada com o governo federal.
Gustavo Feliciano é filho de políticos. Na Paraíba, sua família possui empresas que enfrentam situação delicada com o governo federal. (Foto: Rafael Medelima/ Ministério do Turismo)

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, chefiou três empresas que acumulam, juntas, uma dívida de R$ 2,92 milhões com a União, a maior parte em débitos previdenciários. Duas delas são do setor educacional e enfrentam problemas com o Ministério da Educação (MEC). As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal O Globo e confirmadas pela Gazeta do Povo.

Gustavo é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB). Uma das empresas da qual o ministro é sócio, a GCF Construções e Empreendimentos Imobiliários, é administrada por uma assessora de Damião, que recebe pouco mais de R$ 3,5 mil por mês no gabinete do parlamentar. A Gazeta do Povo entrou em contato com o Ministério do Turismo, com o deputado federal Damião Feliciano e com as empresas citadas. O espaço segue aberto para manifestação.

A família Feliciano comanda também a Faculdade de Ciências e Tecnologia de Natal (Faciten) e a sua mantenedora, a União de Ensino Superior de Campina Grande (Unipb). Elas foram descredenciadas pelo MEC em 2025, sob alegação de falhas na prestação dos serviços. A instituição não pode solicitar novo credenciamento até novembro de 2027.

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O atual sócio-administrador da Unipb é o irmão de Gustavo, Renato Feliciano. Ao jornal O Globo, ele alegou que o ministro "não é mais sócio, nem representante legal, das empresas" e que "as dívidas trabalhistas estão sendo todas negociadas caso a caso."

A indicação de Gustavo ocorreu pelas mãos de seu pai, e foi aceita pelo presidente Lula (PT) como um aceno ao Centrão. O atual ministro já foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, na gestão de João Azevêdo (PSB). A mãe de Gustavo, Lígia Azevedo, era vice-governadora do estado. A oportunidade de entrar para a Esplanada surgiu após a demissão de Celso Sabino, expulso do União Brasil por continuar no cargo mesmo após o rompimento do partido com o governo.

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