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No programa Última Análise desta quarta-feira (07), os convidados falaram a respeito da investigações da Polícia Federal que apontam que filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", recebeu uma mesada de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar supostas menções a ele, em materiais coletados na apuração sobre o esquema bilionário de descontos ilegais.
"Esse escândalo tem dimensões gigantescas e deveria ser tratado como um caso da mais alta prioridade nacional, mas que, parece, está figurando apenas como nota de rodapé na imprensa nacional", criticou o professor da FGV Daniel Vargas.
Após as denúncias, surgiu a expectativa de Lulinha ser convocado pela CPMI do INSS. No final do ano passado, a oposição tentou aprovar um requerimento para convocá-lo, porém, a convocação foi rejeitada por um placar de 19 votos governistas, contra 12 da oposição.
A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP), convidada do programa, afirma que o envolvimento de Lulinha com o esquema é claro. "Ele está envolvido até o pescoço com toda essa fraude do INSS, com roubo de aposentado. Ele é sócio do Careca do INSS e recebe uma mesada dele", ela diz. Porém, em relação a uma convocação na comissão, afirma que é improvável.
O plano dos EUA para a Venezuela
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou na tarde desta quarta-feira (7) um plano de três fases dos EUA para a Venezuela. Em um pronunciamento no Capitólio ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, o chefe da diplomacia americana afirmou que o primeiro passo será a estabilização do país sul-americano, após a captura do ditador Nicolás Maduro.
"É uma posição que eu chamaria de muito realista, que sabe que a Venezuela é um país esfacelado, não apenas economicamente, mas moralmente. Este 'realismo americano' poderá oxigenar e reconstruir uma base para a sociedade venezuelana", diz o professor da FGV Daniel Vargas.
Já o escritor Francisco Escorsim afirma que a ação americana na Venezuela é também um recado para o Brasil. "Com a Venezuela, os EUA estão fazendo os 'primeiros socorros', para que o paciente tenha alguma sobrevida. O Brasil não está ainda neste estágio. Os americanos deram uma recuada aqui, mas esperam que o nosso país trabalhe com eles", ele avalia.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



