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CPI do Crime Organizado

Ex-noiva de Vorcaro falta novamente a depoimento e CPI fala em condução coercitiva

Fabiano Contarato
Presidente da CPI do Crime Organizado, senador senador Fabiano Contarato (PT-ES). (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

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A ex-noiva do banqueiro preso Daniel Vorcaro, Martha Graeff, faltou novamente a um depoimento a que foi convocada nesta quarta (25), desta vez na CPI do Crime Organizado do Senado. Foi a segunda falta desta semana, sendo que a primeira, na segunda (23), ela seria ouvida pela CPMI do INSS.

Martha Graeff mora nos Estados Unidos e não foi encontrada pela comissão para ser notificada da convocação. A defesa dela foi procurada pelo colegiado, mas, segundo o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), não respondeu.

“Não obtivemos resposta dela e nem de seu advogado. Uma vez que a senhora Martha seja efetivamente intimada por essa CPI, caso não compareça, poderá ser alvo de condução coercitiva”, pontuou.

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Os parlamentares das duas comissões pretendiam ouvi-la pelas conexões com Vorcaro, conforme foi revelado por mensagens do telefone celular dele vazadas à imprensa.

De acordo com os diálogos, Martha Graeff tinha conhecimento da rotina de Vorcaro e de conversas com autoridades da República.

Na semana passada, o advogado da modelo, Lúcio de Constantino, afirmou que ela foi “surpreendida” com o escândalo envolvendo Vorcaro e o Banco Master, e que desconhecia todas as alegações de envolvimento do empresário com supostas fraudes financeiras.

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Constantino ainda pontuou que a convocação para depoimento poderia estar juridicamente prejudicada por conta da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de vedar o acesso a mensagens íntimas entre ela e o banqueiro.

“Se o interesse de ouvi-la é vinculado a mensagens que foram proibidas, o depoimento fica prejudicado. Não há como fazer um movimento junto a uma prova que foi vedada”, afirmou em entrevista à GloboNews.

O advogado emendou que a modelo se via apenas como namorada de um homem que se apresentava publicamente como bilionário de sucesso, mas sem desconfiar de supostas irregularidades.

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