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A Força Aérea Brasileira (FAB) informou à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden) da Câmara que precisa de pelo menos 66 caças F-39 Gripen para as demandas da defesa nacional, sendo insuficiente a aquisição recente de 36 aeronaves.
A informação chegou nesta segunda-feira (6), por meio da resposta a um requerimento de informação aprovado pelo colegiado. O órgão apontou para tentativas de aumento do orçamento da Defesa como "relevantes para a sustentação de projetos estratégicos das Forças Armadas e da Base Industrial de Defesa".
A compra deve ser concluída até 2032 e custar, em coroas suecas, o equivalente a cerca de US$ 5,4 bilhões. Até o momento, dez caças foram entregues, sendo que, da quantidade total de aeronaves, 15 serão montadas na planta da Embraer de Gavião Peixoto (SP). O valor também abrange armamento e suporte logístico inicial. Por ser uma operação nova, o comando não sabe informar o ciclo de vida da aeronave.
O F-39 é considerado o "estado da arte" por estar equipado com os sistemas mais avançados de controle de voo e pelo motor capaz de atingir 2.500 km/h. O caça também conta com um sistema aberto que permite atualizações de software ao longo do tempo, com o potencial de ampliar seu desempenho.
A Aeronáutica negou que esteja considerando utilizar peças de aeronaves antigas na manutenção dos novos caças, prática conhecida como "canibalização". Sobre isso, o órgão argumenta que a operação de um sistema aeronáutico vai para além dos itens de reposição, e acrescenta que a fabricante sueca Saab tem atendido às demandas dentro do prazo.
O ofício cita um exemplo da Base Aérea de Anápolis (GO) para ilustrar como a reposição de peças não está entre as preocupações de rotina: dos dez F-39 existentes, seis estavam indisponíveis, mas apenas um por conta de peças, necessitando de reposição de para-brisas.




