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Fraude eleitoral

Flávio Bolsonaro atribui falsa filiação ao Missão a uma armação do “sistema” para derrubá-lo

Flávio Bolsonaro
Senador candidato à presidência se diz vítima de uma armação ao ter falso registro de filiação ao Missão, que lançará Renan Santos. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (13) que a sua falsa filiação ao Missão foi uma armação do sistema para tentar derrubar a sua candidatura à presidência da República. O registro fraudulento foi descoberto mais cedo e teria pego o parlamentar e ambos os partidos de surpresa.

“Não vão conseguir! Mais uma vez o sistema armou para tentar me derrubar. Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar. O Brasil vai vencer”, afirmou em uma postagem nas redes sociais.

A falsa filiação impediu que Flávio registrasse sua candidatura no sistema da Justiça Eleitoral por, supostamente, ter se desfiliado do PL e passado a integrar o partido Missão, que lançou Renan Santos à disputa presidencial.

A Gazeta do Povo apurou que a alteração teria ocorrido na quarta-feira (12) sem autorização da equipe de campanha e às vésperas do prazo final para registro das candidaturas. A equipe de Flávio descobriu a alteração quando tentou acessar o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar a candidatura.

"Vocês viram que fraudaram minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir, não, porque Deus está no comando. Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar. O Brasil vai vencer", seguiu Flávio na publicação em que critica a falsa filiação.

Na mesma gravação, o senador faz um convite para o ato que fará na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (16), para confirmar sua candidatura à presidência da República.

Além de atingir diretamente a campanha de Flávio Bolsonaro, o PL também foi afetado, já que perdeu o acesso à plataforma e não conseguiu concluir o procedimento. A campanha ainda não sabe como a filiação foi modificada.

As suspeitas do partido incluem uma invasão aos sistemas do TSE ou dos partidos envolvidos e o uso indevido de credenciais.

Campanha aciona PF

A equipe jurídica da campanha de Flávio vai pedir o restabelecimento da filiação ao PL à Justiça Eleitoral. O grupo também deve solicitar à Polícia Federal a abertura de uma investigação para identificar a origem da mudança.

O caso ocorre dois dias antes do encerramento do prazo para o registro das candidaturas. Partidos, federações e coligações devem entregar os pedidos ao TSE até as 19h de sábado (15).

Até esta quinta-feira (13), seis candidatos registraram candidatura à presidência:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Hertz Dias (PSTU)
  • Samara Martins (UP)
  • Wilson Grassi (Democrata)
  • Romeu Zema (Novo)
  • Renan Santos (Missão).

TSE nega hackeamento do sistema

Por meio de nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão "não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credencias da legenda para efetivar filiações".

De acordo com o comunicado, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.

O tribunal também afirmou que o pedido de desfiliação do Missão apresentado pelo PL já está sob análise.

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