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Efeitos da guerra no BR

Flávio Bolsonaro critica medidas de Lula contra aumento dos combustíveis

Flávio Bolsonaro
Senador diz que governo encontra oportunidades para aumentar impostos até mesmo em momentos de crise. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou as medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter a alta dos combustíveis, apontando aumento de impostos em meio à crise internacional provocada pela guerra no Irã. Para ele, a desoneração dos impostos federais PIS e Cofins podem agravar a situação econômica e gerar insegurança no setor.

Ele ainda criticou a criação de um imposto de exportação sobre o petróleo, de 12%, para compensar a perda de arrecadação e incentivos ao setor. Segundo o parlamentar, a medida representa uma intervenção no mercado e não resolve o problema da alta dos preços.

“Ele [Lula] consegue enxergar oportunidade de aumentar imposto até numa situação de crise como essa. Ele aumenta os impostos de exportação do nosso petróleo e dos seus derivados, uma tentativa equivocada de segurar esses produtos aqui no Brasil. Mas estamos falando de contratos já assinados, demandas que não estão sendo atendidas. Não tem nenhuma lógica fazer isso”, declarou em um evento empresarial no Rio de Janeiro nesta quinta (19).

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O governo federal aposta que a taxação das exportações aumentará a oferta interna de petróleo e estimulará as refinarias nacionais a ampliar a produção, o que, na avaliação oficial, ajudaria a conter os preços. Em 2025, as exportações brasileiras de petróleo somaram US$ 44,6 bilhões.

Flávio Bolsonaro também criticou a relação do governo com os caminhoneiros, categoria que ameaça uma nova paralisação diante da escalada dos custos. Ele destacou que o recente aumento do diesel nas refinarias, promovido pela Petrobras, acabou anulando os efeitos das medidas de alívio tributário anunciadas dias antes.

“O atual governo ainda comete um outro erro de querer obrigar os caminhoneiros a fazerem alguma coisa que vá completamente contra, que eles enxergam seu caminho para amenizar a alta do preço dos combustíveis aqui no Brasil”, afirmou.

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O senador ainda fez uma projeção de um eventual governo seu e disse que pretende seguir uma linha econômica semelhante à adotada na gestão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que classificou como bem-sucedida. Ele defendeu controle de gastos públicos e redução da carga tributária.

“Não vai ser surpresa para ninguém o que a gente vai propor de ideias e caminhos. A gestão do presidente [Jair] Bolsonaro é reconhecida mundialmente e, no pleno pós-pandemia, tivemos crescimento maior que o da China e inflação menor que a dos EUA. Vamos encaixar as despesas no Orçamento, gastar menos do que arrecada e reduzir impostos. A linha econômica será basicamente essa”, completou.

O cenário de disputa eleitoral entre Flávio e Lula levou o PT a reforçar a ofensiva contra o senador em uma nova resolução política publicada no início desta semana.

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