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Os usuários da rede social X incluíram uma nota da comunidade em uma postagem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A postagem é desta quinta-feira (22). Nela, Gilmar celebra o arquivamento, na Procuradoria-Geral da República (PGR), de um pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli do caso Master, sob alegação de suspeição.
"A decisão da PGR de arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli evidencia o funcionamento regular das instituições da República", escreveu Gilmar. Abaixo, os internautas acrescentaram uma nota com os artigos do Código de Processo Civil (CPC) que tratam da suspeição.
A decisão da PGR de arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli evidencia o funcionamento regular das instituições da República. Em um Estado de Direito, a preservação do devido processo legal e a observância das garantias institucionais constituem condições…
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) January 22, 2026
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Gonet alegou que não há "qualquer providência a ser tomada" e arquivou representação contra Toffoli
O pedido veio dos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, lembrou que já há outro pedido semelhante em análise, do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Além disso, afirma que "o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento."
Toffoli é relator do processo que investiga uma suposta fraude na emissão de cédulas de crédito do Banco Master. Assim que assumiu, o ministro determinou sigilo às investigações. No início dos trâmites, foi revelado que o ministro viajou para o Peru com o advogado Augusto de Arruda Botelho, que dias depois protocolaria um habeas corpus em favor de Luiz Antônio Bull, diretor de compliance do banco. Toffoli, por estar cuidando dos temas relacionados ao Master, assumiu o caso.
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Autor já propôs notas contra Lula, Lindbergh e Miriam Leitão
A nota foi considerada útil e direta e, com isso, foi afixada ao post. O autor também já propôs notas em postagens do presidente Lula (PT), da jornalista Miriam Leitão e do líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ). Apenas a nota no post de Gilmar, no entanto, foi aprovada pela comunidade.
O líder petista postou uma crítica à caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), chamando o ato de "crime", ressaltando que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) alegou não ter sido comunicada com antecedência. A proposta buscava avisar que "Nikolas Ferreira nega não ter avisado à PRF sobre caminhada na BR-040."
A postagem da jornalista Miriam Leitão divulgava o link para um de seus artigos, relacionado à prisão, pelos Estados Unidos, do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. O internauta, então, propôs uma nota alertando sobre o que, no texto do artigo, considera uma "falsa equivalência entre a invasão de Bush ao Iraque e a invasão de Trump à Venezuela", além de apontar que "o post não expõe o real motivo da invasão americana ao país sul-americano." As questões apontadas, porém, não estavam no post em si, mas no artigo de Miriam no jornal O Globo.
Já a postagem de Lula trazia um vídeo publicitário da Petrobras sobre a indústria nacional. "Passo a passo, estamos reconstruindo a indústria nacional. O Estaleiro Enseada volta à ativa, com a construção de seis embarcações, e a Petrobras retoma a produção nacional de fertilizantes com a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), paralisada desde 2019. São R$ 2,6 bilhões em investimentos e mais de 5 mil empregos diretos e indiretos sendo gerados. Produzir no Brasil é gerar emprego, renda e tecnologia para o nosso povo", dizia Lula. A sugestão do usuário era apontar que "a indústria brasileira não apresenta crescimento, conforme consta em propaganda governamental."




