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Perda de objeto

Gonet pede arquivamento de ação contra efeitos da Lei Magnitsky sobre Moraes

Paulo Gonet e, na frente, desfocado, o ministro Alexandre de Moraes.
PGR argumenta que, como Moraes já foi retirado do rol de sancionados pelo governo americano, ação não faz mais sentido. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin arquive uma ação movida pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para impedir que bancos brasileiros aplicassem as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

No parecer, protocolado nesta quarta-feira (18), Gonet argumenta que, como as sanções contra Moraes foram suspensas em dezembro de 2025, o processo não tem mais razões para prosseguir.

Os bancos ficaram em um impasse: caso obedecessem o Supremo, desobedeceriam o governo americano e correriam o risco de serem excluídos do sistema financeiro internacional; caso acatassem à sanção, suspendendo cartões e contas de Moraes, poderiam responder diante da justiça brasileira.

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Lindbergh acionou o Supremo logo após Moraes ser incluído na lei Magnitsky

Líder petista recorreu ao Supremo no dia seguinte ao anúncio das sanções. Líder petista recorreu ao Supremo no dia seguinte ao anúncio das sanções. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A inclusão do magistrado no rol de sancionados ocorreu em 30 de julho de 2025. Um dia depois, Lindbergh acionou o Supremo pedindo liminar contra as instituições financeiras. Zanin, no entanto, não emitiu nenhuma decisão.

Na petição inicial, o petista argumentou que o governo americano estaria tentando fazer "pressão econômica e reputacional sobre o ministro Alexandre de Moraes como meio para forçar mudanças em decisões judiciais válidas", citando como exemplo a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto golpe de Estado.

"Esse tipo de conduta estrangeira, fomentada por agentes brasileiros que desamam a própria Pátria, embora dissimulado sob o rótulo de política internacional, configura na essência um ataque institucional transnacional contra a soberania judicial brasileira, algo que não pode ser tolerado ou normalizado sob qualquer pretexto", opina.

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Eduardo Bolsonaro foi acusado de articular sanções e enfrenta ação no STF

Filho de Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos e pode ser preso caso retorne ao Brasil. Filho de Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos e pode ser preso caso retorne ao Brasil. (Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

A medida ainda rendeu um processo ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Ele responde a uma ação relatada pelo próprio Moraes, em que é acusado de ter articulado em prol das sanções, o que configuraria, na argumentação da Procuradoria-Geral da República (PGR), coação no curso do processo.

A saída de Moraes da Magnitsky ocorreu após uma reunião entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O evento coincidiu com a inauguração da emissora SBT News, em Osasco (SP). Em meio aos discursos, Moraes agradeceu ao presidente pela negociação.

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