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Caso Master

Governadora do DF afasta 12 diretores do BRB ligados à gestão que tentou comprar Master

BRB
Diretores e superintendentes teriam dado aval a negócios fraudulentos entre o BRB e o Banco Master. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), determinou o afastamento de 12 diretores do Banco de Brasília (BRB) ligados à gestão anterior investigada pela tentativa frustrada de compra do Banco Master. A medida ocorre em meio ao avanço de investigações sobre possíveis irregularidades nas operações conduzidas pela antiga cúpula do banco estatal.

Segundo apurações da GloboNews e do site Metrópoles, a decisão foi tomada nesta quarta-feira (8) para evitar interferências nas apurações e preservar a integridade do processo investigativo em curso. A lista de nomes dos diretores e superintendentes não foi divulgada.

A Gazeta do Povo procurou o BRB e o governo do Distrito Federal (GDF) e aguarda retorno.

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Segundo as apurações, Celina Leão afirmou que os afastamentos ocorreram “sem julgamento antecipado” e “para preservar o trabalho das investigações”. Parte dos diretores já foi comunicada da decisão, e, por serem servidores concursados, permanecerão no banco, porém fora das funções de comando.

O BRB ainda deve comunicar formalmente seus acionistas sobre as mudanças na diretoria, nos próximos dias, por ser uma instituição com ações negociadas na bolsa de valores. Até a última atualização desta reportagem, o banco não havia publicado o fato relevante necessário.

Na última terça (7), o BRB informou ao mercado financeiro que concluiu a auditoria externa sobre os negócios envolvendo o Banco Master e encaminhou os resultados à Polícia Federal. O material foi produzido no âmbito das investigações que levaram à operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

O documento detalha a investigação forense realizada pelo escritório Machado Meyer Advogados, com apoio técnico da consultoria Kroll. O banco declarou que promoveu “o encaminhamento do respectivo material à Polícia Federal, para, caso identifique materialidade, adote eventuais medidas cabíveis”.

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As apurações tiveram início após o envio de um relatório preliminar à Polícia Federal em fevereiro, que apontava “achados relevantes” em documentos internos. A partir desse material, foi instaurado um inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta por parte de diretores da administração anterior.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o BRB teria negociado a compra do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, ignorando alertas dos próprios servidores de áreas responsáveis, além da aquisição de cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas.

Informações preliminares já levantadas nas apurações apontam um prejuízo potencial de R$ 5 bilhões ao BRB. Na semana passada, a instituição adiou a divulgação dos resultados financeiros do ano passado que podem indicar a real situação financeira dos negócios com o Master.

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