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Pressão no Executivo

Governista, Tabata Amaral diz esperar que Lula vete “penduricalhos” do Congresso

Deputada pressiona governo Lula, dizendo que seria "omissão" uma sanção aos "penduricalhos" do Congresso.
Deputada pressiona governo Lula, dizendo que seria "omissão" uma sanção aos "penduricalhos" do Congresso. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) criticou a aprovação de um projeto de lei que abriu margem para que servidores da Câmara e do Senado recebam pagamentos superiores ao teto do funcionalismo público, de R$ 46.366,19. Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (6), a deputada pressionou o presidente Lula (PT) a vetar a mudança: '"Seria omissão do Executivo não vetar um projeto desse."

"Quando a gente vê uma situação como essa, em que o Congresso faz uma votação que prejudica a população, seria omissão, do Executivo, por exemplo, não vetar um projeto desses. Então, eu sinceramente espero que o presidente Lula vete esse projeto", afirmou.

A deputada ainda defendeu que os críticos à proposta aproveitem a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu o pagamento dos "penduricalhos" em todos os três poderes, para pressionar o Congresso a rever seu posicionamento.

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Com isso, Tabata cita um projeto de Lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estaria articulando para lidar com o problema. Uma das medidas propostas seria vedar o pagamento das verbas indenizatórias. Na prática, o Estado paga em dinheiro benefícios que o servidor público abre mão, como folgas e auxílios.

Apesar de pressionar Lula, Tabata poupou o presidente da responsabilidade sobre a situação econômica do brasileiro, ao argumentar que o Congresso tem mais impacto na vida da população do que o presidente da República. Ela também acenou aos presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) ao pontuar que as posições dos dois muitas vezes apenas refletem o que pensa a maioria do Parlamento.

Tabata ainda cita estimativas de seu gabinete sobre o impacto do "penduricalho" recém-aprovado no orçamento público: de acordo com os cálculos, os servidores poderiam receber até R$ 77 mil por mês, gerando um custo de aproximadamente R$ 10 bilhões por ano aos cofres públicos.

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