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Efeitos da guerra no BR

Governo e caminhoneiros fazem acordo para adiar possibilidade de greve

Greve caminhoneiros
Greve de caminhoneiros parou o país em 2018 e expôs dependência extrema da economia do país do transporte rodoviário. (Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo / arquivo)

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Lideranças de caminhoneiros e o governo federal chegaram a um acordo nesta quarta-feira (25) para adiar a possibilidade de uma nova greve nacional da categoria, após uma reunião no Palácio do Planalto que tratou diretamente do piso mínimo do frete e da manutenção da medida provisória do setor. O encontro terminou sem anúncio de paralisação e com o compromisso do Executivo de preservar o texto original da medida no Congresso.

Apesar do acordo momentâneo, não há garantia de que o risco de paralisação esteja totalmente descartado, já que movimentos anteriores chegaram a ser adiados antes de novas ameaças. Representantes da categoria deixaram claro que a mobilização continuará, mas agora com foco político na tramitação da medida provisória no Congresso Nacional.

“Eles decidiram não fazer greve porque foram atendidos por uma medida provisória do governo. Existiam grupos que apostaram no caos para fazer politicagem eleitoral. E as organizações de caminhoneiros tiveram responsabilidade de olhar para os trabalhadores e não fazer política nem de um lado nem de outro”, disse o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, a jornalistas após a reunião.

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Por outro lado, o presidente do Sindicam Santos, Luciano Santos de Carvalho, um dos sindicatos que participaram da reunião, afirmou que o entendimento atual afasta a greve no curto prazo, mas mantém a pressão institucional.

“Quando há diálogo e a categoria é atendida, não se faz greve. A greve ocorre quando há perdas, não quando há ganhos. Ganhamos uma batalha; a disputa agora é no Congresso Nacional”, declarou.

A reunião teve a participação de diversas autoridades e representantes do setor, incluindo integrantes do governo e lideranças de entidades como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), a Confederação Nacional Dos Trabalhadores Em Transportes e Logística (CNTTL) e sindicatos regionais.

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Boulos reforçou que há preocupação com possíveis alterações no texto durante a tramitação legislativa e prometeu atuar para evitar mudanças nos pontos já acordados com a categoria.

“Nosso compromisso é defender o texto da MP no Congresso, sem retrocessos”, disse Boulos.

Além da medida provisória, o governo anunciou um reforço na fiscalização do mercado de combustíveis, com atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Polícia Federal, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons estaduais. Segundo o ministro, há preocupação com práticas abusivas que impactam diretamente os custos dos caminhoneiros, especialmente no diesel.

“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras”, completou.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também detalhou novas medidas de controle, incluindo fiscalização eletrônica e cruzamento de dados para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer sanções mais duras, como suspensão cautelar e até perda do registro em caso de reincidência.

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