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"Diálogo pacífico"

Governo lamenta mortes no Irã, evita condenar regime e manda indireta a Trump

Governo lamenta mortes no Irã, evita condenar regime e manda indireta a Trump
Governo Lula defende a soberania do Irã diante da possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O governo Lula (PT) lamentou nesta terça-feira (13) as mortes em decorrência dos protestos no Irã e defendeu a soberania do país diante da possível intervenção dos Estados Unidos. Em nota, o Itamaraty afirmou que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.

“Cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz o comunicado.

O Ministério das Relações Exteriores destacou "que acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações". Segundo a pasta, não há, até o momento, registros de brasileiros mortos ou feridos.

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Pelo menos 2 mil pessoas morreram durante os protestos no Irã, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA). A organização faz oposição ao regime dos aiatolás e opera a partir dos Estados Unidos.

Mais cedo, presidente americano, Donald Trump, anunciou o cancelamento do diálogo com as autoridades do Irã até que "cessem os assassinatos" nos protestos que abalam o país, e garantiu aos manifestantes que a "ajuda está a caminho".

"Patriotas iranianos, continuem protestando! Tomem o controle de suas instituições! Guardem os nomes dos assassinos e dos responsáveis pelos abusos. Eles pagarão um alto preço. Cancelei todas as reuniões com funcionários iranianos até que cessem os assassinatos sem sentido de manifestantes", escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.

Além disso, Trump anunciou nesta segunda-feira (12) que vai impor uma tarifa de 25% a qualquer país que fizer negócios com o Irã, integrante dos Brics junto do Brasil.

As manifestações, que começaram em 28 de dezembro devido à crise econômica, tornaram-se queixas contra a República Islâmica e o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vêm se multiplicando desde então por todo o Irã.

Não há internet nem cobertura telefônica há dias no país. Em meio a repressão, o regime iraniano marcou para esta quarta-feira (14) a primeira execução de um manifestante que participou dos protestos.

Veja a íntegra da nota do governo Lula sobre a crise no Irã

"O governo brasileiro acompanha, com preocupação, a evolução das manifestações que ocorrem, desde o dia 28 de dezembro, em diversas localidades do Irã.

O Brasil lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas.

Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo.

O Itamaraty, por meio da Embaixada do Brasil em Teerã, se mantém atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã.

Não há registros, até o momento, de nacionais mortos ou feridos."

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