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O ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, afirmou nesta quinta (29) que a Polícia Federal investiga a origem de supostas fake news sobre mudanças no Bolsa Família em critérios de adesão e manutenção do benefício às famílias assistidas. Isso, porque, estariam circulando boatos nas redes sociais que falam em alterações de regras e criação de novas exigências para continuar recebendo os recursos.
O ministro afirmou que essas informações não procedem e não refletem nenhuma decisão oficial do governo. A investigação está sob sigilo.
“A PF já está em campo. Doa a quem doer, vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço. [...] Acredito que teremos rapidamente os primeiros resultados, na medida em que se tem uma comprovação da prática do crime”, afirmou em entrevista à EBC.
Uma das supostas notícias falsas mais recentes, segundo Dias, afirma que o Bolsa Família só continuaria sendo pago a famílias com filhos. Para o ministro, esse tipo de conteúdo causa pânico entre beneficiários e costuma ganhar força em anos eleitorais, como 2026.
“Não há qualquer condicionalidade, no sentido de estimular [os beneficiários] a terem filho. Isso é uma loucura! Além de não ser verdade, é um preconceito”, pontuou.
Dias classificou a prática como criminosa e afirmou que quem espalha esse tipo de mentira age de forma deliberada para causar prejuízo. “Não tem outra palavra. É gente do mal cometendo crime”, disse o ministro.
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Segundo ele, a rede federal de fiscalização do programa foi acionada assim que as denúncias chegaram ao ministério. Essa estrutura envolve diferentes órgãos.
O Bolsa Família atende 18,7 milhões de famílias beneficiárias, alcançando 49 milhões de pessoas, segundo dados divulgados no último dia 19. Neste mês, serão gastos R$ 13,1 bilhões com o pagamento. O valor médio é de R$ 697 e chega a moradores de mais de 5 mil municípios.








