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O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) relatou nesta quarta-feira (12) uma abordagem que considerou “ostensiva” e “intimidadora” por uma viatura da Polícia Militar (PM) de São Paulo, que estaria fortemente armada com fuzis. Haddad cobrou a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governo paulista prometeu, em nota à Gazeta do Povo, investigar o ocorrido.
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Segundo o candidato ao governo estadual, ele seguia para casa após um evento no centro de São Paulo na noite de terça-feira quando a viatura da PM teria emparelhado com o carro que o levava. As autoridades teriam iluminado o carro para ver o interior.
Depois que ele desembarcou, a PM seguiu o veículo, que estava ocupado apenas por seu motorista. O profissional teria relatado o fato a integrantes da campanha, que também cobraram explicações. Haddad ponderou que era melhor ter sido abordado diretamente.
Segundo o candidato, pode ter havido algum mal-entendido. “Eu não sei o que aconteceu, pode ter havido alguma confusão. Quero crer que tenha havido uma confusão. Mas o meu motorista ficou muito assustado”, declarou Haddad a jornalistas.
Traço “autoritário”
Para o coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula Marco Aurélio de Carvalho, que atua em conjunto com a equipe de Haddad em São Paulo, o fato é “lamentável” e merece esclarecimentos.
“É muito importante que o governador Tarcísio esclareça o quanto antes. É uma das polícias que mais matam e que mais morrem no país. Nós sabemos que a polícia é especialmente gentil nos bairros nobres, e truculenta nas periferias e este caso pode ser uma exceção. Mas o fato revela um traço muito ruim, muito autoritário”, declarou Carvalho.
Em nota, a SSP-SP disse que procurará, junto à PM, identificar os agentes envolvidos e investigar. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves também ligou para Haddad para pedir maiores informações, segundo o órgão. A PM ainda não respondeu ao nosso contato para comentar. O espaço segue aberto.
A disputa eleitoral em São Paulo tem colocado a segurança pública como principal preocupação do eleitor. O tema marcou o recente debate entre os candidatos.





