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Criminalização

Janja cobra avanço do PL da Misoginia entre prioridades do governo no Congresso

Janja cobra avanço do PL da Misoginia entre as prioridades do governo no Congresso.
Janja cobra avanço do PL da Misoginia entre as prioridades do governo no Congresso. (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

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A primeira-dama Janja Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (11) o avanço do projeto que criminaliza a misoginia durante uma reunião com líderes do governo e do PT no Congresso Nacional.

A proposta entrou na lista de prioridades do governo para as próximas semanas, em meio à retomada dos trabalhos legislativos. O tema também deve voltar à pauta das lideranças da Câmara nesta terça-feira.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, confirmou a inclusão do projeto nas discussões. Segundo ele, a reunião de líderes deve tratar novamente da proposta.

“O debate é que a gente avance a pauta. Então, por isso que na reunião de líderes hoje a gente vai pôr novamente o tema da misoginia como tema importante”, disse Uczai.

Projeto da misoginia prevê mudanças no Código Penal

O PL 896/2023 altera a Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989) e o Código Penal para incluir a misoginia entre as condutas criminosas relacionadas ao ódio ou à aversão contra mulheres.

Pelo texto, crimes de injúria e discriminação de gênero podem receber pena de reclusão de dois a cinco anos. A proposta também estabelece que essas condutas sejam consideradas inafiançáveis e imprescritíveis.

A reunião de Janja com os líderes ocorreu separadamente do encontro oficial entre parlamentares e integrantes do governo. Nesta terça, os ministros Dario Durigan, da Fazenda; Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento; e José Guimarães, das Relações Institucionais, participaram da definição das prioridades do Executivo no Congresso.

Esse foi o primeiro encontro entre as lideranças e representantes do governo desde a retomada das atividades parlamentares, na segunda-feira (10).

Combustíveis e “taxa das blusinhas” também entram na agenda

Além do projeto sobre misoginia, governo e líderes definiram outras matérias para receber atenção nas próximas semanas. Entre elas está o PL dos Combustíveis, que prevê mudanças na tributação sobre gasolina, diesel e etanol.

Os parlamentares também pretendem acelerar a análise de medidas provisórias que aguardam avanço nas duas Casas.

Na quarta-feira (12), os líderes devem instalar uma comissão especial para tratar da chamada MP das Blusinhas. A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio, zerou o imposto de importação para compras de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

A decisão gerou reação de setores da economia brasileira, que defendem a revisão da medida. Por isso, a comissão deverá discutir o tema e avaliar os efeitos da política de isenção.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo considera a instalação da comissão uma prioridade.

“Não há nenhuma dúvida em relação à Medida Provisória que trata do fim da taxa das blusinhas. É nossa prioridade a instalação da comissão mista e trabalhar pela sua rápida aprovação, fazendo valer a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula”, escreveu Guimarães.

O ministro também informou que pediria ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a instalação das comissões responsáveis pela análise das medidas provisórias.

Alcolumbre vai participar de reunião com líderes do governo

Os líderes do Congresso terão ainda uma reunião nesta terça-feira com Alcolumbre. O senador preside o Senado, onde algumas das propostas de interesse do governo ainda aguardam avanço.

A articulação ocorre em uma janela curta de votações. Além desta semana, o Congresso tem sessões deliberativas previstas entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Nesse intervalo, o governo pretende avançar também em outras pautas consideradas prioritárias. A lista inclui o fim da jornada de trabalho 6x1, a PEC da Segurança e o projeto que trata das terras raras.

As três propostas enfrentam obstáculos no Senado e dependem de articulação política para avançar na Casa.

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