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Protesto

Jornalistas da EBC alegam censura do governo em remoção de 150 mil conteúdos

Profissionais protestam contra decisão que, de acordo com a diretoria, ocorre por medo de sanções do TSE.
Profissionais protestam contra decisão que, de acordo com a diretoria, ocorre por medo de sanções do TSE. (Foto: Reprodução/Instagram/Fenaj, Jornalistas DF e Valoriza EBC )

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Jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fizeram um protesto nesta segunda-feira (6) contra a retirada de mais de 150 mil conteúdos do ar, entre reportagens, podcasts e fotos. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (DF), a medida foi justificada com base no chamado "defeso eleitoral", período em que o governo não pode se promover em seus canais oficiais para não prejudicar o equilíbrio do pleito.

"O conteúdo jornalístico da EBC informa a sociedade sobre políticas públicas, decisões de Estado, conflitos, críticas, posições de governo e oposição, temas sociais e fatos de interesse coletivo. Submeter esse acervo a uma filtragem generalizada é transformar o jornalismo público em material suspeito, ou de mera promoção institucional, invertendo completamente sua natureza", diz o sindicato.

Durante o terceiro mandato do presidente Lula (PT), a empresa passou a abrigar aliados como a apresentadora Cissa Guimarães, o jornalista José Luiz Datena, a drag queen Rita von Hunty e o jornalista Leandro Demori.

Diretoria teria alegado medo de sanções do TSE

A nota segue afirmando que a diretoria da empresa alegou medo de sanções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente presidido por um indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Nunes Marques. Entre os conteúdos estariam reportagens exclusivas, inclusive algumas que concorrem a prêmios. O sindicato afirma que não viu uma medida tão enérgica em outras eleições.

Os protestos ocorreram em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro. Os profissionais carregavam uma faixa que dizia que "jornalismo público não é propaganda do governo" e pedia o fim do que consideram censura.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pretende questionar na Justiça a remoção das reportagens, com base tanto na vedação constitucional à censura quanto na lei que criou a EBC. Também apoiam a reivindicação o Sindicato de Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ).

EBC é presidida por esposa de Freixo

Antonia Pellegrino tem experiencia como roteirista e ja´recebeu prêmios da Academia Brasileira de Letras e da Academia do Cinema Brasileiro.Antonia Pellegrino tem experiencia como roteirista e ja´recebeu prêmios da Academia Brasileira de Letras e da Academia do Cinema Brasileiro. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Hoje, a EBC é presidida pela cientista social Antonia Pellegrino, esposa do ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT), que pretende voltar à Câmara. Ela substituiu o jornalista André Basbaum em abril. De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), a troca é parte da estratégia do Planalto para fortalecer a comunicação pública.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a EBC. O espaço segue aberto para manifestação.

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