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Ronnie Lessa
Advogado do ex-policial militar afirma que Lessa não tinha intenção de fechar delação premiada com a polícia.| Foto: Marcelo Sayão/EFE

O advogado Bruno Castro, que defende o ex-policial militar Ronnie Lessa, afirmou desconhecer a suposta delação premiada que ele teria firmado com a Polícia Federal para revelar quem foi o mandante da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. A divulgação do conteúdo da delação veio à tona nesta terça (23), mas não foi confirmada pela corporação e nem pelo Ministério da Justiça.

Segundo Castro, Lessa tinha preocupações com a segurança de sua família caso decidisse falar sobre os assassinatos. Ele nunca teria manifestado interesse em fazer o acordo, mas já havia dito que sabia quem era o mandante do crime.

“A única coisa que ele me disse, há uns dois ou três anos, é que ele sabia quem tinha matado a Marielle. Mas afirmou que, se falasse, a família dele morreria”, disse o advogado em entrevista à Folha de São Paulo publicada nesta quarta (24).

Apesar de não confirmar oficialmente a delação de Lessa, Castro antecipou que deve deixar o caso por discordar desse instrumento jurídico. “Por ideologia jurídica não atuamos para delatores”, ressaltou. Ele ainda informou que a família de Lessa não foi informada sobre o acordo de delação.

Ronnie Lessa está preso desde março de 2019. O advogado diz que não teve contato com o ex-PM desde que veio à tona a possível colaboração, devido às restrições da penitenciária de segurança máxima em que Lessa está detido.

Flávio Dino classificou a informação de que Lessa teria feito um acordo como “especulação” e que “seguramente” não há neste momento um ato processual que confirme a delação premiada. Já a PF disse que as “informações não condizem com a realidade”.

A preocupação com a segurança da família também foi um fator para Élcio de Queiroz, envolvido no caso Marielle, ao firmar sua colaboração no ano passado. A PF confirmou que Queiroz é o único, até o momento, que colaborou nas investigações.

Uma das contrapartidas exigidas por Queiroz foi reforço na segurança de seus familiares, e ele foi transferido do presídio federal em Brasília para o Complexo Penitenciário da Papuda, também no Distrito Federal.

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