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Ricardo Lewandowski
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, decidiu afastar direção de presídio federal após fuga de detentos.| Foto: Nelson Jr./STF.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afastou nesta quarta-feira (14) a atual direção da Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Lewandowski nomeou um interventor para comandar unidade. A decisão foi tomada após a fuga de dois detentos da instituição.

O ministério informou, em nota, que o policial penal federal que assumirá o presídio já está na cidade. Ele embarcou para o local, nesta tarde, com o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia. Até o momento, a pasta não divulgou o nome do interventor.

Na manhã desta quarta (14), dois presos fugiram da unidade de segurança máxima. Informações preliminares apontam que eles são vinculados ao Comando Vermelho e estavam detidos anteriormente em Rio Branco, no Acre. Esta é a primeira fuga de uma penitenciária federal desde que o sistema foi criado em 2006.

Os detentos foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, vulgo Querubim, Chapa, Cabeça de Martelo ou Martelo; e Deibson Cabral Nascimento, conhecido como Tatu, Deisinho ou Deicinho. Eles fazem parte da mesma facção criminosa liderada por Fernandinho Beira-Mar, que cumpre pena no mesmo presídio.

O ministro anunciou uma série de medidas, nesta tarde, para investigar e tomar providências sobre a fuga:

  1. Determinou a ida do secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, a Mossoró, acompanhado de uma equipe de seis servidores, para a apuração presencial dos fatos e a tomada das ações cabíveis no âmbito administrativo.
  2. Acionou a Direção-Geral da Polícia Federal para abertura de investigações e o deslocamento de uma equipe de peritos ao local, com objetivo de apurar responsabilidades e de atuar na recaptura dos dois fugitivos, ação que já conta com o engajamento de mais de 100 agentes federais.
  3. Ordenou a mobilização das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que congregam as polícias federais e estaduais nas ações de repressão da criminalidade organizada, para colaborarem com os esforços de localização e prisão dos foragidos.
  4. Instruiu a Polícia Federal (PF) para que efetuasse o registro dos nomes dos fugitivos no Sistema de Difusão Laranja da Interpol, bem como a sua inclusão no Sistema de Proteção de Fronteiras, para que sejam procurados pela comunidade policial internacional;
  5. Mobilizou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para que realize o monitoramento das rodovias sob sua jurisdição e dê suporte à recaptura dos presos.
  6. Mandou que fosse realizada uma imediata e abrangente revisão de todos os equipamentos e protocolos de segurança nas cinco penitenciárias federais.
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