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Quebra de sigilos

Líder petista acusa presidente da CPMI do INSS de manipular votação sobre Lulinha

Jaques Wagner diz que havia maioria contra o requerimento e promete recorrer da quebra de sigilos bancário e fiscal do filho do presidente.
Jaques Wagner diz que havia maioria contra o requerimento e promete recorrer da quebra de sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), acusou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de manipular a contagem de votos que culminou na aprovação da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) conhecido como Lulinha.

"Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto eu não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar", alegou o parlamentar, em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (26), logo após a confusão em que o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter dado um soco no deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ). O parlamentar ainda se comprometeu a recorrer, sem citar por qual via.

"O problema não era o requerimento de quebra de sigilo do Fábio. Na verdade, era uma votação em bloco, de vários requerimentos que estão lá. [...] Nós tínhamos 14 membros votando conosco, contra sete deles", completou.

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O líder petista diz que é possível constatar, nas imagens da TV Senado, que não havia maioria para a aprovação do requerimento. Em entrevista à GloboNews, Viana contestou: "Eu contei duas vezes e as imagens são claras. A foto que está sendo apresentada é posterior à votação, quando chegaram os outros membros".

Jaques Wagner justifica a resistência à convocação do filho do presidente dizendo que o presidente da CPMI se recusa a pautar requerimentos da base governista. "Ele coloca para votar aqueles que interessam, na minha opinião, à oposição", alegou, citando como exemplo pedidos para os depoimentos de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Lulinha é suspeito de ser o "filho do rapaz" mencionado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF). O dono do apelido teria recebido R$ 300 mil do principal líder das fraudes em descontos associativos. Jaques Wagner diz que conhece Lulinha e sua família e sabe "do padrão bastante modesto da família".

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