Publicidade
Margem Equatorial

Lula ataca Lava Jato e diz que ninguém vai “meter o dedo” no petróleo do Brasil

Lula ataca Lava Jato e diz que ninguém vai “meter o dedo” no petróleo do Brasil
Lula defendeu a soberania sobre o petróleo da Margem Equatorial e afirmou que a Lava Jato tentou impedir seu retorno à Presidência. (Foto: Ricardo Stuckert/Flickr Lula Oficial)

Ouça este conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (17) que o país não deixará ninguém “meter o dedo” no petróleo da Margem Equatorial, criticou a Operação Lava Jato e citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula disse que a Lava Jato tentou destruir a Petrobras e impedir sua volta ao Planalto, mas sem sucesso. A operação investigou um esquema de corrupção envolvendo a estatal, grandes empreiteiras e políticos.

“Vocês sabem que pouco tempo atrás a Lava Jato tinha o objetivo de destruir duas coisas: a Petrobras e as empresas de construção civil desse país. Tentaram também acabar com a possibilidade de eu ser presidente, [mas] cá estou eu, cá está a Petrobras e cá está o povo brasileiro, firme e forte”, disse o petista durante uma visita ao navio-sonda da Petrobras, no Amapá.

Lula destacou a qualidade do petróleo encontrado na Margem Equatorial e afirmou que se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quiser fechar o Estreito de Ormuz devido à guerra com o Irã, o Brasil pode oferecer o produto. 

Ao finalizar sua fala sobre o tema, o petista reiterou que a Petrobras é a empresa com maior capacidade de prospecção em águas profundas do mundo e que a descoberta no Amapá garante a soberania energética do país nas próximas décadas.

"Um país que tem um petróleo dessa qualidade aqui não vai permitir que ninguém meta o dedo nele", concluiu.

Comparação com pré-sal 

Segundo Lula, quando a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o avisou sobre a descoberta do petróleo na Margem Equatorial, ele sentiu “a mesma emoção” de quando foi comunicado soube da viabilidade do pré-sal, em 2007, pelo ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli e por Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, conhecido como o "pai do pré-sal". 

Para Lula, a Petrobras demonstrou sua competência tecnológica ao realizar a prospecção em águas profundas na costa amapaense, o que ele classificou como um novo "passaporte para o futuro" para o Brasil. 

“E quando eu falo passaporte para o futuro deste país, eu não estou negando a minha luta para que um dia a gente não precise utilizar combustível fóssil, porque o país vai continuar sendo o país rei da inovação nos biocombustíveis e vai continuar sendo muito grande na questão do combustível renovável”, ressaltou. 

Ele reforçou que a riqueza extraída a 7 mil metros de profundidade deve ser transformada em benefícios reais para a população, como investimentos em educação e saúde através do Fundo Social.

“Todo mundo aqui sabe a polêmica da Margem Equatorial. Eu pensei que a gente tinha que derrubar uma árvore para a gente poder tirar petróleo. Eu fico sabendo que a distância é mais de 500 km da foz do Amazonas e venho para cá e ando 175 km de helicóptero mar adentro. E fui lá ver a gente tirando o petróleo”, disse o chefe do Executivo. 

O presidente aproveitou o evento para criticar gestões anteriores que, segundo ele, tentaram diminuir o tamanho da Petrobras através da venda de ativos, como refinarias, fábricas de fertilizantes e a própria BR Distribuidora. 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.