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Discurso em BH

Lula comete gafe e confunde esposas: “Perdi a Janja depois de 45 anos de casado”

Durante discurso em BH, Lula troca o nome de Marisa por Janja ao dizer “Perdi a Janja” e corrige a gafe após reação da plateia e da primeira-dama. (Foto: Reprodução/YouTube/Lula)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou o nome da falecida mulher, Marisa Letícia Lula da Silva, pelo da atual esposa, Janja Lula da Silva, durante discurso neste sábado, 29, em Belo Horizonte (MG).

Lula participava do ato Mulheres com Lula, realizado na Serraria Souza Pinto, no Centro da capital mineira. O evento reuniu Janja, candidatas, autoridades do governo e representantes de movimentos sociais.

Durante a fala, o presidente mencionou o período em que ficou casado e disse ter perdido Janja depois de 45 anos de casamento. Após a reação do público e da própria primeira-dama, Lula corrigiu a fala e se referiu a Marisa, que morreu em fevereiro de 2017.

Em seguida, o presidente homenageou Janja.

“Quando pensei que minha vida não tinha mais sentido, Deus colocou no meu caminho a Janja, que me faz ser um homem pleno. Queria dizer para vocês, na frente da minha mulher e na frente de vocês, vivo meu melhor momento como ser humano na passagem pela Terra.”

Antes de Lula, discursaram a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e Janja. Entre os temas abordados pelas participantes estiveram educação e combate ao feminicídio.

Durante o discurso, Lula também defendeu a participação de mulheres na política e pediu que elas votem em candidatas nas próximas eleições. Segundo o presidente, se as mulheres votassem majoritariamente em mulheres, elas poderiam ser maioria no Congresso Nacional.

“Se todas as mulheres votassem em mulheres, a gente teria um Congresso com a maioria de mulheres. Se vocês votarem em senadoras mulheres, a gente vai ter a maioria de senadoras. Por que vocês têm que ser representadas por homem?”, questionou.

Lula também afirmou que as mulheres são maioria na sociedade e questionou a ausência de maioria feminina no Senado, na Câmara dos Deputados, nas câmaras municipais e nas assembleias legislativas.

O presidente citou ainda ações do governo voltadas às mulheres e mencionou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que, segundo ele, protege crianças na internet.

Durante o discurso, Lula também afirmou que não permitirá interferência estrangeira no Brasil enquanto estiver à frente do Palácio do Planalto. Segundo o presidente, seu objetivo é deixar o país “respeitado” no cenário internacional.

“Enquanto o Lula for presidente, nenhum governo estrangeiro meterá o bedelho nesse país”, declarou.

Educação

Ao falar sobre as prioridades para um eventual quarto mandato, Lula apontou a educação como uma das principais frentes do país. Segundo o presidente, a ampliação das Escolas em Tempo Integral pode contribuir para a formação das crianças e também para a autonomia das mulheres, que, de acordo com ele, poderiam trabalhar mais tranquilas sabendo que os filhos estão na escola.

“A primeira revolução que eu quero fazer é na educação”, disse.

Lula também defendeu que o ensino sobre igualdade entre homens e mulheres comece ainda nos primeiros anos de formação.

“Aprendendo na escola que homem não é mais forte que mulher, que homem não é mais importante que mulher, aprendendo que nós somos iguais. Esse ensinamento começa na escola, na creche”, avaliou.

Fim da escala 6x1

Outro tema abordado por Lula foi o fim da escala de trabalho 6x1. O presidente afirmou que espera que a medida seja aprovada pelo Congresso na próxima semana.

“Vamos aprovar, esta semana, o fim da escala 6×1. Para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da sua vida própria. Mais tempo para cuidar da sua criança. Mais tempo para passear”, destacou.

Ao comentar a participação dos homens no evento, Lula afirmou que o encontro havia sido organizado pelas mulheres e disse que alguns “companheiros” poderiam estar incomodados por não terem subido ao palco.

“Eu quero fazer um apelo aos companheiros que não conseguiram subir no palco: não fiquem zangados, porque eu tenho certeza de que, quando as mulheres precisam de vocês para ajudar elas na cozinha, vocês também não estão presente e muitas vezes reclamam”, argumentou.

Na sequência, o presidente falou sobre a participação dos homens nas tarefas domésticas. “A maioria de nós homens não estamos na cozinha para ajudar a companheira, não estamos para ajudar a limpar o banheiro, não estamos para ajudar a arrumar a cama, para vestir as crianças para ir para a escola”, disse.

Em seguida, Lula concluiu: “Nós homens não teríamos nascido se não fossem as mulheres. A gente tem que agradecer a existência e a participação de vocês”.

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