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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta quinta (22), com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, sobre o plano de paz proposto pelo líder dos Estados Unidos, Donald Trump, mais cedo. O petista foi convidado para fazer parte do Conselho da Paz, mas ainda não decidiu se o Brasil vai aderir.
Segundo o comunicado do governo brasileiro, Lula expressou satisfação pelo cessar-fogo em Gaza, consultou Abbas sobre “as perspectivas de reconstrução da região” e reiterou o “compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio”.
“Ambos trocaram impressões sobre o plano de paz em curso e acordaram continuar mantendo contato sobre o tema”, seguiu o comunicado.
Um pouco antes, Lula também falou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em uma conversa que durou cerca de 45 minutos. Conforme comunicado oficial, os dois discutiram o cenário internacional e voltaram a defender uma reforma ampla das Nações Unidas e do Conselho de Segurança da ONU – um pleito do petista desde o início deste seu terceiro mandato.
Em nota, o governo informou que Lula e Modi também reafirmaram o compromisso com a paz na Faixa de Gaza e com a defesa do multilateralismo. A conversa incluiu ainda os preparativos para a visita oficial de Lula à Índia, prevista para fevereiro.
“Reafirmaram sua convicção a respeito da necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Reiteraram, nesse sentido, seu compromisso com a paz em Gaza e, de modo geral, com a defesa da paz no mundo, do multilateralismo e da democracia”, pontua.
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Apesar do convite feito por Donald Trump, o presidente Lula ainda não decidiu se o Brasil participará do Conselho da Paz para Gaza. De acordo com fontes ligadas ao governo, diversos pontos do plano levantaram dúvidas, principalmente por conta da aparente falta de consulta do governo americano à própria população do território sobre o que desejam para o futuro.
Também há o receio de que o Conselho da Paz de Trump leve a um esvaziamento dos poderes da ONU que, embora Lula seja favorável à uma reforma, ele defende que se resgate seu papel na governança global.







