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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na manhã do último sábado (3), depois da operação dos Estados Unidos que prendeu o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Lula teria procurado confirmar a situação do país após a ação militar americana se tornar pública. Segundo o Palácio do Planalto, a conversa tratou da situação política daquele momento, informou a Agência Brasil.
Até então vice-presidente executiva de Maduro, Rodríguez assumiu o vácuo chavista por ordem do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela. A posição foi, inclusive, reconhecida pelo Itamaraty.
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Após a ligação, o governo brasileiro condenou a ação militar e Lula a classificou como uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela. "Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse, em nota.
Maduro e Flores compareceram nesta segunda-feira (5) pela primeira vez ao tribunal de Nova York depois de terem sido detidos em Caracas e levados aos Estados Unidos para serem julgados sob a jurisdição americana.
"Sou o presidente da Venezuela e me considero um prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa em Caracas", declarou Maduro durante a audiência, na qual tanto ele quanto sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes das acusações das quais são alvos na Justiça americana.
Ele alegou não saber das acusações antes de comparecer ao tribunal e desconhecer seus direitos. A acusação contra Maduro por crimes relacionados ao narcotráfico, apresentada originalmente em 2020, foi ampliada para incluir Flores e acrescentar acusações.
As novas acusações o culpam de conspiração por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, conspiração para a posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para usar essas armas. Por sua vez, Flores foi acusada de envolvimento na coordenação de reuniões e na logística da rede narcoterrorista. (Com Agência EFE)




