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Lembrado por Sidônio

Lula diz que Pix “cria problema” para o dólar e critica relatório dos EUA

Impacto do Pix aparece em documento como preocupação de empresas de cartões de crédito.
Impacto do Pix aparece em documento como preocupação de empresas de cartões de crédito. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Lula (PT) usou um documento publicado pela Casa Branca nesta quarta-feira (1º), que menciona críticas de empresas de cartão de crédito ao Pix, para sair em defesa do sistema automático de pagamentos. Ele não iria abordar o tema, mas foi lembrado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira. "Não esqueça de falar do Pix", disse.

"Os Estados Unidos fizeram um relatório esta semana sobre o Pix, e ele disse que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda dele. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir: o Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira", disse Lula, durante evento em Salvador nesta quinta-feira (2).

O relatório mencionado por Lula detalha que representantes do setor bancário nos Estados Unidos "têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o Pix, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico". "Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix", complementa.

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Boné pensado por Sidônio Palmeira passou a ser utilizado para se contrapor a assessório tradicionalmente associado a apoiadores de Trump. Boné pensado por Sidônio Palmeira passou a ser utilizado para se contrapor a assessório tradicionalmente associado a apoiadores de Trump. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O Pix tem sido utilizado como parte do discurso de soberania nacional. Em agosto de 2025, um mês após o presidente Donald Trump anunciar tarifas adicionais a produtos do Brasil, o governo mudou seu slogan. O "União e Reconstrução", pensado para sugerir desmontes durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e fazer referência às alianças, foi trocado para "Do Lado do Povo Brasileiro".

O contexto das tarifas ainda rendeu aos petistas a recuperação do boné azul com a frase "O Brasil é dos brasileiros", um contraponto ao acessório utilizado por apoiadores de Trump com a frase "Make America Great Again" (façamos a América grande de novo).

O discurso de soberania, no entanto, teve de ser substituído pelo tom de "doa a quem doer", apontando para autonomia da Polícia Federal (PF), após os escândalos de fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tocarem o governo, levando a afastamentos no Ministério da Previdência e à menção, nos relatórios, a Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", e a Frei Chico, irmão do presidente.

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