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Entrevista

Lula diz que prioridade da Venezuela não é Maduro, mas democracia forte

Lula
Presidente brasileiro citou interferências militares na América Latina e tentativas unilaterais de acordos comerciais com os EUA. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)

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O presidente Lula disse nesta quinta-feira (5) que a prioridade na Venezuela não é o retorno de Nicolás Maduro, mas o fortalecimento da democracia. Maduro foi levado para ser julgado fora do país após uma operação militar dos EUA.

“Essa [a volta de Maduro] não é a preocupação principal. A preocupação principal é a seguinte: há possibilidade de a gente fortalecer a democracia na Venezuela e as 8 milhões de pessoas que estão fora de lá voltarem ao país? Há condições de a democracia ser efetivamente respeitada?”, declarou o presidente em entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL.

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O presidente afirmou ainda não saber se a ditadora interina convocará eleições, mas defendeu que deve ser uma responsabilidade dos venezuelanos cuidar do processo eleitoral, mencionando ter tratado do assunto com o presidente Donald Trump.

A líder opositora venezuelana María Corina Machado disse nesta quinta que pode haver eleições democráticas na Venezuela em menos de um ano, embora ainda não tenha discutido o assunto com o presidente dos EUA, Donald Trump.

"Acreditamos que um processo de transição real com votação manual... todo o processo poderia ser concluído em nove ou dez meses. Mas, bem, isso depende de quando se começa", declarou Machado, reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz 2025 e que está atualmente nos EUA.

O petista também reforçou na entrevista ao Uol que a América do Sul não pode ser palco de mais um conflito armado, como se vê em outras regiões do planeta. “O que estamos dizendo ao Trump é que a América do Sul é uma zona de paz. A gente não tem bomba atômica, a gente não tem armas nucleares. O que queremos é crescer economicamente, fortalecer o processo democrático e melhorar a vida de milhões de latino-americanos. A América Latina não pode continuar a ser uma parte pobre do mundo”, disse.

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