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Em tom de "brincadeira"

Lula diz que se Trump soubesse da “sanguinidade de Lampião”, não o provocaria

trump lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Lula disse nesta segunda-feira (9), em tom de brincadeira, em São Paulo, que se o homólogo americano, Donald Trump, soubesse o que significa a “sanguinidade” do cangaceiro Lampião, não o provocaria. Lula esteve no Instituto Butantan, na zona oeste da capital paulista, onde proferiu um discurso de tom combativo.

“Se ele soubesse o que é a sanguinidade do Lampião num presidente, ele não ficaria provocando”, disse o presidente. Em outro momento, Lula afirmou que não quer briga com Trump porque “poderia ganhar”.

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"Não adianta ficar falando na televisão: 'Eu tenho o maior navio de guerra, eu tenho o maior submarino do mundo, eu tenho um avião, um navio cem vezes mais importante'. Eu não quero briga com ele. Eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer?", questionou.

Lula fez referência ao "tarifaço" que o governo americano impôs aos produtos brasileiros. Atualmente, o Brasil enfrenta tarifas de exportação de 10%, após um recuo nas taxas adicionais de 40% — embora alguns produtos tenham permanecido fora da desoneração. O petista já disse em outro momento que Trump é um "amigo" e confirmou frase do americano, que disse ter havido uma "química" entre eles e que gosta de Lula.

Fim do Lulinha "paz e amor"

O petista abandonou recentemente a retórica moderada para adotar um tom mais radical em seus discursos. Neste fim de semana, ele decretou o fim da fase “Lulinha paz e amor”, marca que o acompanhou em seus primeiros mandatos.

A menção a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, visa associar sua imagem à população pobre. Devido à origem nordestina, o cangaceiro é frequentemente vinculado, por setores da esquerda, à ideia de luta por justiça social, defesa de minorias e desafio aos poderosos. No entanto, para alguns historiadores, o cangaceiro era um criminoso que pilhava justamente a renda de famílias pobres e desarmadas, não os coronéis, que tinham seus próprios bandos armados.

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