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Telefonema

Lula pede a Trump assento para Palestina e restrição de Conselho de Paz a Gaza

Lula e Trump conversaram por telefone durante 50 minutos. Petista sugeriu mudanças na dinâmica do conselho de paz.
Lula e Trump conversaram por telefone durante 50 minutos. Petista sugeriu mudanças na dinâmica do conselho de paz. (Foto: Andre Borges/EFE)

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Durante o telefonema desta segunda-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Lula (PT) falou sobre a proposta do líder americano para que o Brasil componha seu Conselho de Paz. O petista ainda pediu que o órgão trate apenas sobre a guerra de Gaza, sem abarcar outros conflitos mundiais.

"Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina", diz a nota do Planalto que tratou da ligação. A Gazeta do Povo entrou em contato com a Presidência da República para saber se o que houve foi uma sugestão ou uma condicionante do petista para que o Brasil participe do órgão. Até o momento, não tivemos retorno.

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Lula defende reforma na ONU

Dentro do mesmo tema, Lula também falou sobre "a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança". O Brasil é um membro não permanente do conselho, tendo ocupado assento pela última vez em 2022 e 2023. Os membros permanentes são China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Cada um deles tem o poder de vetar resoluções, ainda que aprovadas por ampla maioria ou unanimidade.

Um dos membros não-permanentes do atual biênio, que vai até 2027, é a Dinamarca. O presidente americano tem entrado em conflito com o país por conta de sua intenção de incorporar o território da Groenlândia aos Estados Unidos.

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Petista fala da Venezuela e se compromete a ir a Washington

Dentro dos debates sobre o cenário internacional, o petista também tratou da situação da Venezuela. Os Estados Unidos entraram no território venezuelano e prenderam o ditador Nicolás Maduro, que agora está à disposição das autoridades, aguardando um julgamento no país norte-americano. "O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz a nota.

Lula ainda se comprometeu a visitar Washington após uma viagem oficial que passará pela Índia e pela Coreia do Sul, em fevereiro. A data da ida aos Estados Unidos, porém, ainda não foi definida.

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