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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode se encontrar ainda neste ano com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, em duas cúpulas de chefes de Estado que serão realizadas na Ásia e nos Estados Unidos em novembro e em dezembro. Uma das possibilidades é entre os dias 15 e 17 de novembro durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), nas Filipinas, ou em 14 e 15 de dezembro em Miami, nos Estados Unidos, durante o encontro dos líderes do G20, o grupo das principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo.
Segundo uma apuração publicada nesta sexta-feira (30) pela Folha de S. Paulo e confirmada à Gazeta do Povo por pessoas próximas à diplomacia brasileira, já há tratativas para uma aproximação entre os dois líderes em pelo menos um dos dois eventos. A reportagem procurou o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e aguarda retorno.
No ano passado, Lula e Trump se reuniram durante a cúpula da Asean em Kuala Lumpur, na Malásia, onde discutiram a suspensão do tarifaço de 50% anunciado pelo líder dos Estados Unidos em julho de 2025 sobre produtos brasileiros exportados para lá. Na época, os dois presidentes sinalizaram a disposição de dialogar e convocaram os ministros para seguirem com as tratativas bilaterais.
Já a reunião deste ano, se confirmada, terá um rumo diferente e pode abranger temas como o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos ao Brasil neste ano. A penalidade foi aplicada dentro de investigações da chamada “Seção 301” por supostas práticas comerciais desleais brasileiras. Também devem ser discutidas as negociações pela exploração de terras raras no Brasil, entre outros.
Por outro lado, há ressalvas sobre uma eventual discussão sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos dois dias depois de ser derrotado nas eleições presidenciais brasileiras. Aliados de Lula afirmam que o governo deve manter distância e deixar o caso apenas para a Justiça.
Nesta quinta-feira (29), Trump afirmou que quer conversar com Lula, apesar de ser considerado a eleição no Brasil como uma “desgraça”. “Quando vi o que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil”, afirmou.
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Há chance, ainda, de que Lula convide formalmente Trump para sua cerimônia de posse no dia 5 de janeiro para o quarto mandato, como um aceno para o estreitamento das relações e para deixar de lado as diferenças ideológicas.
Tudo vai depender, segundo fontes, de como será o desempenho do presidente norte-americano nas eleições legislativas de meio de mandato, na semana que vem.
O último contato direto entre Lula e Trump ocorreu em meados de agosto, quando os dois presidentes conversaram por cerca de 1 hora e 20 minutos logo após o líder norte-americano receber Flávio em seu gabinete na Casa Branca. Na chamada, o republicano demonstrou interesse pelo processo das eleições brasileiras de outubro e ouviu de Lula que a campanha transcorria normalmente.








