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Magno Malta é impedido de visitar Bolsonaro por não ter aval de Moraes

Senador Magno Malta (PL-ES), durante a "caminhada da liberdade".
Senador Magno Malta (PL-ES), durante a "caminhada da liberdade". (Foto: Vitor Liasch / Gabinete do vereador Lucas Pavanato)

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O senador Magno Malta (PL-ES) tentou visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papudinha, no último sábado (17), mas foi impedido pelos servidores do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal por não ter autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ao deixar o local, o parlamentar tentou filmar, mas foi impedido pelos agentes, sob a justificativa de que a área seria "sensível". As informações foram enviadas ao relator em um ofício assinado nesta quarta-feira (21).

A abordagem, de acordo com o documento, ocorreu por cerca de meia hora. A Gazeta do Povo entrou em contato com Magno Malta e aguarda retorno. "Registra-se que o senador foi recebido com a devida urbanidade e informado, de forma clara, técnica e fundamentada, de que apenas os familiares expressamente autorizados possuem visitação permanente, sendo que quaisquer outras visitas, inclusive de autoridades, dependem de cadastro prévio e de autorização expressa do Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida nos autos da execução penal", informou o ofício do comandante do batalhão, Allenson Nascimento Lopes.

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Malta ainda teria perguntado se poderia orar por Bolsonaro, "ocasião em que foi esclarecido que a assistência religiosa encontra-se especificamente disciplinada na decisão judicial, restrita às pessoas, dias e horários previamente autorizados, inexistindo autorização para tal ato no caso concreto."

"Ressalta-se que a atuação observou rigorosamente os princípios da legalidade, proporcionalidade, razoabilidade, urbanidade, eficiência e neutralidade institucional, encontrando-se integralmente alinhada à decisão proferida por esse Supremo Tribunal Federal na Execução Penal n° 169/DF, não havendo registro de incidentes ou violação de direitos", conclui o ofício.

Malta chegou a participar, de cadeira de rodas, da "caminhada da liberdade", organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O trajeto de 240 km de Paracatu (MG) até Brasília deve terminar no domingo (25), com uma manifestação na Praça do Cruzeiro.

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