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Maioria dos manifestantes na Paulista prefere Flávio como candidato da direita em outubro

Manifestação Avenida Paulista Acorda Brasil Flávio Bolsonaro
Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista durante ato do “Acorda Brasil”, com críticas ao STF e defesa da anistia aos condenados de 8 de janeiro (Foto: EFE/ Isaac Fontana)

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A maioria dos manifestantes que participaram do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (1º), declarou preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita à presidência da República em outubro. O levantamento realizado pelo Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common, aponta que 74% dos entrevistados citaram o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como favorito.

De acordo com o levantamento publicado nesta segunda (2) pelo jornal O Globo, este percentual coloca Flávio Bolsonaro à frente de outros nomes da direita que vinham sendo apontados como opções para a disputa de outubro. Em manifestações anteriores, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), aparecia como o preferido (10%), seguido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (4%) e outros nomes (9%).

A pesquisa foi realizada entre 13h e 17h com 704 entrevistas distribuídas ao longo de toda a extensão da avenida ocupada pelos manifestantes. A coleta ocorreu em diferentes pontos e horários, buscando captar o perfil predominante do público presente no ato.

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O levantamento do Monitor do Debate Político apontou que 62% dos participantes eram homens e 77% se definiram como “muito de direita”. Além disso, 67% declararam ser muito conservadores em temas ligados à família e sexualidade, enquanto 49% afirmaram ser católicos.

O apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) também apareceu como bandeira central entre os presentes, sendo 93% favoráveis ao impedimento de Dias Toffoli e 95% de Alexandre de Moraes, dois dos principais alvos de críticas no ato.

“Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do STF que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos a maioria no Senado, mas o povo brasileiro vai ter a oportunidade, nesse ano, de escolher candidatos que se comprometam com o resgate da nossa democracia. O nosso alvo nunca foi o Supremo, nos sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia. Mas estão destruindo a democracia, a pretexto de defendê-la, para atingir Jair Bolsonaro”, disse Flávio Bolsonaro em um discurso ao final do ato.

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Convocado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o ato teve como foco protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra decisões do STF. O movimento marcou a primeira grande mobilização da direita na Avenida Paulista após Flávio Bolsonaro ser anunciado como pré-candidato à presidência com o aval do pai.

Além de Flávio, participaram do ato  lideranças como o pastor Silas Malafaia; o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; e os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Tarcísio de Freitas não compareceu por estar em viagem oficial à Alemanha para agendas na área de tecnologia.

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