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Última Análise

“Mesmo método do Petrolão”, diz ex-juiz sobre escândalo de Lulinha

Lulinha
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é investigado por tráfico de influência. (Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE/ARQUIVO)

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No programa Última Análise desta segunda-feira (17), os convidados falaram a respeito das comprometedoras mensagens entre o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela é apontada como figura central dentro do esquema das fraudes no INSS e, com a vantajosa relação com o filho do petista, atua diretamente no Palácio do Planalto.

"É o mesmo pessoal e com mesmo método, mais aprimorado, do 'Petrolão', com uma diferença: a convicção da impunidade. Depois do desmantelamento da Lava Jato, infelizmente, se criou uma percepção de que o céu é o limite", lamenta o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa.

Os diálogos mostram planos para guardar dinheiro em paraísos fiscais, como Suíça ou Luxemburgo, com Lulinha debochando do esforço de quem trabalha honestamente. Ainda, as conversas indicam que Roberta comprava joias de luxo para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Isto seria uma estratégia para garantir influência e trânsito livre no governo federal.

"Já passou da hora da Polícia Federal (PF) ouvir o Lulinha e o Marcola. Precisam começar a quebrar sigilo telefônico e fiscal. Já não tem mais desculpa e tudo está muito na cara", afirma o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe.

Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu por afastar o presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão. Daniel é sobrinho do atual governador Carlos Brandão, ex-aliado e desafeto de Dino.

A advogada Fabiana Barroso afirma que se trata de um "verdadeiro absurdo". "Como um juiz se coloca em um processo do qual um declarado inimigo político faz parte? É algo de difícil compreensão", ela critica.

Reforma do Judiciário

A seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) propôs uma série de reformas no Poder Judiciário que incluem a fixação de mandatos de 12 anos no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta prevê que o mandato seria aplicado aos ministros atualmente no cargo, o que, caso aprovado, levaria à aposentadoria compulsória de Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Luiz Fux.

"Acredito que um ministro sequer precisa ser juiz. Há advogados competentes e que mereceriam, inclusive, uma das vagas na Corte. Infelizmente, pelo uso da política, o STF se torna tão criticado. Tudo está tão bagunçado que qualquer tipo de limitação, como a da Reforma, já ajuda", diz Barroso.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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