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O Ministério da Justiça encaminhou à Polícia Federal o pedido da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uma publicação em que ele associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Na postagem, Flávio também cita o Foro de São Paulo e uma série de crimes.
O ministério confirmou à Gazeta da Povo que o pedido de investigação foi protocolado na última quarta-feira (7) e enviado à PF dois dias depois. A remessa foi um dos últimos atos de Ricardo Lewandowski à frente da pasta.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, disse Flávio no dia em que Maduro foi capturado por militares americanos.
A petista afirmou que o senador associou Lula aos crimes citados, o que, segundo ela, pode configurar crimes de calúnia, difamação e injúria. Para Dandara, a declaração de Flávio não está protegida pela imunidade parlamentar por não estar vinculada ao exercício do mandato.
A deputada destacou que as acusações de Flávio são “gravíssimas” e ultrapassam os limites da liberdade de expressão.
“Quando acusações gravíssimas viram postagem viral, a democracia entra em risco. Oficiei o Ministério da Justiça sobre publicação atribuída a Flávio Bolsonaro que associa, sem provas, o Presidente da República a crimes. Liberdade de expressão exige responsabilidade”, disse a parlamentar no X no último dia 8.
Lula classificou a ação militar dos Estados Unidos como uma “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela. "Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse, em nota.




