O ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, cancelou nesta semana um tour que faria por países europeus com participação em eventos, entrevistas para canais de TV e encontro com autoridades.
Pessoas próximos do governo atribuem o cancelamento à repercussão negativa de uma carta assinada por 602 cientistas europeus e publicada na revista Science no último dia 26, em que pedem o condicionamento de negócios europeus com o Brasil a compromissos com a redução do desmatamento e dos conflitos com povos indígenas no país.
Até o momento desta publicação, Ministério do Meio Ambiente não se pronunciou oficialmente sobre os motivos de cancelamento da viagem.
A agenda começaria na próxima segunda-feira (6) em Paris, passaria por Oslo, na Noruega, Berlim e Londres. De lá, Salles voaria no dia 13 até Nova Iorque para assistir à entrega do prêmio "personalidade do ano" ao presidente Jair Bolsonaro, cuja viagem também foi cancelada na sexta-feira (3).
Segundo a programação do ministério obtida pelo blog, intitulada "roadshow europeu", Salles encontraria os ministros do meio ambiente da Noruega e da Alemanha e cederia entrevistas a "jornalistas selecionados pelo MMA", incluindo uma gravação do programa Hard Talk, da BBC.
Desde que assumiu o ministério, Salles tem declarado à imprensa ser contrário às frequentes viagens internacionais da pasta. Segundo funcionários, há ordem expressa de restrição de viagens no ministério e os convites para participação de eventos passaram a ser enviados diretamente ao gabinete do ministro.
A restrição de viagens atinge principalmente o corpo técnico da pasta, que fica impedido de participar de reuniões e negociações. No entanto, os despachos do ministério continuam autorizando viagens do ministro e dos secretários de Relações Internacionais, Roberto Castelo Branco, e de Qualidade Ambiental, André França - ele participa de eventos na Europa desde a última sexta-feira (3) até dia 19.
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