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Ex-ministro

Moraes autoriza visita de três senadores a Anderson Torres; veja quem são

Anderson Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro.
Anderson Torres foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quinta-feira (29), a mudança nas datas de visitação aos detentos do 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal ("Papudinha") considerados "sensíveis", caso do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo Bolsonaro (PL), Anderson Torres, e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As regras preveem visitas às quartas e quintas-feiras, mas para esses casos, ocorrerão às quartas e sábados.

Na decisão, Moraes ainda autoriza a visita de três senadores a Torres. São eles:

  • Izalci Lucas (PL-DF) , no dia 7 de fevereiro, das 8h às 10h;
  • Eduardo Girão (Novo-CE), no dia 11 de fevereiro, das 8h às 10h;
  • Damares Alves (Republicanos-DF), no dia 14 de fevereiro, das 8h às 10h.

Com a autorização, pontua Moraes, as filhas de Torres poderão visitá-lo todos os sábados, conforme solicitado pela defesa do ex-ministro.

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De acordo com um ofício enviado pelo batalhão, colocar as visitas dos presos "sensíveis" nos mesmos dias dos demais "amplia de forma significativa os riscos de segurança institucional, dificulta a adequada segregação dos ambientes e compromete o controle rigoroso da circulação de pessoas no interior da unidade." Por conta disso, segundo Moraes, "a adequação nos dias de visita não se mostra um privilégio, mas sim medida necessária para garantir a regularidade das visitas sem intercorrências."

O ex-ministro de Bolsonaro foi condenado a 24 anos de prisão no âmbito do julgamento do núcleo 1, grupo apontado como o de liderança de uma organização criminosa que teria tramado um suposto plano de golpe de Estado. É a terceira maior pena aplicada aos casos, atrás apenas de Bolsonaro e do ex-ministro da Casa Civil, general Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de 2022. A mesma pena foi aplicada ao almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marina.

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