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Moraes diz que reunião com Galípolo foi para tratar da Lei Magnitsky

Moraes alega que não houve discussão do caso Master em reunião com Galípolo.
Moraes alega que não houve discussão do caso Master em reunião com Galípolo. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes emitiu nota para tratar da polêmica após uma reportagem do jornal O Globo revelar que o ministro procurou o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, para interceder em prol do Banco Master. A publicação é desta terça-feira (23).

"Além disso, participou de reunião conjunta com os Presidentes da Confederação Nacional das Instituições Financeira, da FEBRABAN, do BTG e os vice-presidentes do Santander e Itaú. Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito", complementou.

O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master no mesmo dia em que seu dono, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente, sob suspeita de fraude. O banco tinha contrato com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, no total de R$ 129 milhões. Parlamentares já articulam uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a relação entre Moraes e o Banco Master.

A organização Transparência Internacional veio a público para classificar como "insustentável" a situação do ministro: "Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o ministro Moraes que (sic) intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?", comentou a organização.

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Moraes e Toffoli ampliam polêmicas em relação ao Master

A mesma instituição esteve envolta em outra polêmica com a Corte, dessa vez envolvendo o ministro Dias Toffoli. Dias antes de receber a relatoria de um habeas corpus em favor de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance da empresa, o magistrado viajou com o advogado do dirigente, Augusto de Arruda Botelho. Os dois alegam que não trataram do caso durante a viagem, que teria ocorrido apenas para assistir a um jogo de futebol. "Os passageiros do voo estavam lá como torcedores do maior time do mundo, a Sociedade Esportiva Palmeiras", declarou Augusto.

O Banco Master teria emitido crédito sem valor real, de acordo com as investigações. No mercado, a instituição financeira oferecia remuneração de 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em operações de renda fixa, enquanto os concorrentes remuneram em cerca de 100%.

Em meio às polêmicas, o presidente da Corte, Edson Fachin, propõe um código de conduta aos magistrados de tribunais superiores, para limitar a atuação pública e dar transparência a eventuais cachês recebidos por palestras.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Banco Central do Brasil. O espaço segue aberto para manifestação de ambos.

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