Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Postagem sobre Lula

Moraes manda PGR se manifestar sobre inquérito contra Flávio Bolsonaro

PF concluiu que senador cometeu crime de calúnia em postagem sobre relação entre Lula e Maduro.
PF concluiu que senador cometeu crime de calúnia em postagem sobre relação entre Lula e Maduro. (Foto: Andre Borges/EFE)

Ouça este conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o relatório final da Polícia Federal (PF) no inquérito que apura suposta calúnia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Lula (PT). O despacho foi assinado na sexta-feira (26) e registrado nos autos nesta segunda-feira (29).

O inquérito é fruto de uma denúncia da deputada federal Dandara Castro (PT-MG) e diz respeito a uma postagem no X em que o parlamentar comentava a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...", escreveu Flávio.

VEJA TAMBÉM:

Com isso, a PF concluiu que houve o crime de calúnia, definido pelo Código Penal como "caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime".

"Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico", diz o documento.

O relatório também aponta circunstâncias de aumento de pena. O crime de calúnia pode punir com até dois anos de prisão. Caso seja cometido contra o presidente da República, porém, há o aumento em um terço. Mais recentemente, em 2019, houve a aprovação para que a pena triplique caso a ofensa contra a honra ocorra por meio das redes sociais.

Flávio já se manifestou nos autos, solicitando diversos depoimentos:

  • María Corina Machado, ativista venezuelana e vencedora do Nobel da Paz;
  • Walter Joseph Clayton, procurador dos Estados Unidos que indiciou Maduro;
  • Senador Sergio Moro (PL-PR);
  • Ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo);
  • Hilberto Mascarenhas, ex-executivo da Odebrecht;
  • Euzenando Prazeres de Azevedo, ex-presidente da Odebrecht na Venezuela;

Com as oitivas, o senador pretende provar a Moraes que há, de fato, uma relação próxima entre Lula e Maduro.

Leia o despacho na íntegra.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.