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Acima do teto

Motta nega “trem da alegria” em gratificação para servidores da Câmara

Motta nega “trem da alegria” em gratificação para servidores da Câmara
Motta rebate críticas por aprovação de reajuste para servidores da Câmara e diz que a medida foi “passada de maneira errada” à sociedade. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rebateu nesta terça-feira (10) as críticas recebidas pela aprovação do reajuste e da nova gratificação para servidores da Casa. A declaração ocorreu durante o painel da CEO Conference promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Motta disse que não houve um “trem da alegria como foi passado para a sociedade”, pois apenas uma quantidade limitada de servidores terá salários acima do teto do funcionalismo, fixado em R$ 46.366,19.

“Na proposta da Reforma Administrativa há uma exceção de até 5% dos servidores de qualquer instituição terem um tratamento diferenciado pela responsabilidade dos cargos que ocupam. Na Câmara, fizemos isso e apenas 4% dos servidores, 72 pessoas, é que teriam o direito”, disse.

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O projeto cria uma licença compensatória para servidores que acumulam "múltiplas atribuições" e desempenham trabalhos de “alta complexidade” em funções comissionadas, permitindo uma folga a cada três dias trabalhados.

O benefício pode ser convertido em dinheiro. A parcela tem caráter indenizatório, o que significa que não sofre descontos de Imposto de Renda ou previdência, nem se incorpora ao salário ou à aposentadoria do servidor. Motta reiterou que o benefício será acessível apenas para servidores que atuam na Diretoria da Câmara.

“Outros servidores não têm 10% da responsabilidade que esses servidores têm. Daqui a pouco, você não vai ter servidor querendo ocupar esses cargos, porque são cargos de responsabilidade, onde muitas das vezes você é o ordenador de despesas, você coloca o seu CPF ali e não está tendo nenhum benefício do ponto de vista financeiro ao final do mês”, apontou.

“Foi com essa coerência que nós aprovamos e não esse trem da alegria, que infelizmente foi passado de maneira errada para a sociedade, que nós aprovamos”, acrescentou. De acordo com ele, o reajuste e as gratificações estão dentro do orçamento da Câmara, que devolverá “mais de R$ 700 milhões aos cofres públicos” no final do ano.

O presidente da Câmara elogiou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão de penduricalhos nos Três Poderes. “Penso que a decisão do ministro Flávio Dino foi muito feliz no que diz respeito à revisão desses penduricalhos. O Brasil precisa colocar o dedo nessa ferida e é por isso que eu defendo a reforma administrativa”, afirmou.

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