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Fundos internacionais

Investidores querem ver resultado na redução do desmatamento, diz Mourão

    • Estadão Conteúdo
    • 09/07/2020 14:46
    Vice-presidente Hamilton Mourão participou de videconferência com gestores de fundos internacionais preocupados com a situação da Amazônia brasileira.
    Vice-presidente Hamilton Mourão participou de videconferência com gestores de fundos internacionais preocupados com a situação da Amazônia brasileira.| Foto: Romério Cunha/VPR

    O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse, em coletiva de imprensa, que os investidores internacionais querem "ver resultados" na área ambiental para destinarem recursos para o Brasil. Após reunião com representantes de fundos estrangeiros, nesta quinta-feira (9), Mourão disse que eles não se comprometeram com investimentos.

    "Eles querem ver resultados e os resultados que podemos apresentar é que haja redução do desmatamento", afirmou. "A ideia é que até 2022, dentro do governo do presidente Jair Bolsonaro, vamos pouco a pouco arrinconando esses que cometem ilegalidades para chegar a um número de desmatamento aceitável", completou.

    Estavam presentes representantes de fundos do Reino Unido, Suécia, Noruega, Holanda e Japão, que solicitaram a reunião com o governo, no fim de junho, para discutir a situação do desmatamento. Para Mourão, as críticas internacionais sobre a derrubada da floresta no país refletem interesses comerciais e disputa geopolítica, por causa da força do Brasil no agronegócio. Na avaliação dele , haveria interesse em denegrir a imagem brasileira no exterior em relação ao meio ambiente para prejudicar os negócios com outros países.

    "É importante que a gente tenha consciência da disputa geopolítica que existe no mundo de hoje. O Brasil tem um potencial extraordinário, pelas características do nosso território, do nosso povo. Nós temos água, luz, terra fértil, espaço para avançar e crescer. Então, não resta a mínima dúvida que nós seremos, dentro em breve, a maior potência agrícola do mundo. Isso é destino manifesto do nosso país”, afirmou.

    O governo informou os investidores estrangeiros sobre as ações que têm adotado para reduzir o desmatamento na região da Amazônia Legal. Mourão ressaltou que o Brasil tem 84% da Floresta Amazônica preservada e não precisa derrubar "nem uma árvore a mais". E propôs que a iniciativa privada invista financeiramente na preservação ambiental no país.

    De acordo com o vice-presidente, foram retomadas conversas com dois grandes doadores do Fundo Amazônia — Noruega e Alemanha — e o Brasil aguarda uma resposta em relação às ações apresentadas para combate ao desmatamento.

    "Uma vez que consigamos apresentar dados consistentes, os recursos serão novamente abertos a projetos para a Amazônia. Não há prazo, mas nossa visão é que, conseguindo apresentar no segundo semestre um resultado positivo em relação às queimadas, podemos dizer que estamos cumprindo nossa parte, agora podem cumprir a de vocês", acrescentou.

    Chanceler lembra que acordos comerciais possuem cláusulas ambientais

    O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também participou da reunião, pontuou que os grandes acordos comerciais concluídos ou em negociação, em especial os com a União Europeia e com a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), possuem cláusulas de preservação ambiental.

    "(Estes acordos) são vistos como um risco, como se fossem incentivar a degradação ambiental no Brasil", afirmou Araújo. Segundo ele, o governo procurou mostrar que os acordos têm regras e compromissos ligados à preservação.

    "Estes acordos, que são vistos como instrumentos que incentivariam o desmatamento, na verdade reforçam os compromissos com a Amazônia", disse Araújo. "Existe um equívoco em relação à imagem do Brasil, em especial da Amazônia", acrescentou.

    Araújo pontuou ainda que os instrumentos citados nos acordos comerciais reafirmam o compromisso ambiental do governo com a Amazônia. De acordo com o ministro, o esforço do governo é para mostrar ao exterior qual é a realidade do Brasil.

    Em nota sobre a reunião com investidores, distribuída à imprensa, a Vice-Presidência da República disse que os investidores foram informados que o governo "está negociando acordos comerciais de última geração com vários parceiros — entre eles UE, EFTA e Canadá — que reafirmam os compromissos internacionais do Brasil em termos de desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos, incluindo os das populações indígenas".

    O governo também disse aos investidores que o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), "uma vez efetivado, implicará a adesão do Brasil aos padrões ambientais daquela Organização".

    Além de Mourão, quem mais participou da reunião

    Participaram da videoconferência, além de Mourão e Ernesto Araújo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; a ministra da Agricultura, Tereza Cristina; o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto; o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; o ministro das Comunicações, Fábio Faria; e o presidente da Apex, Sergio Ricardo Segovia.

    Entre os investidores estavam representantes da Legal and General Investment Management (Reino Unido); da Nordea Asset Management (Suécia); da SEB Investment Management (Suécia); da Storebrand Asset Management (Noruega); KLP (Noruega); Robeco (Países Baixos); AP2 Second Swedish National Pension Fund (Suécia); e Sumitomo Mitsui Trust Asset Management (Japão).

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    Comentários [ 7 ]

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    • T

      tamotsu kashino

      ± 1 minutos

      Questão ambiental e aquecimento global, mudou radicalmente ´após pandemia mundial de coronavirs, com paralização total das procuções automotivos e queda de transporte aereo e rodoviario, e nos grandes centros metropolitanos, o ceu ficou tão limpos na UE, Asia e EUA, aqui no Brasil, desmatamento sempre foram sinonimo de desenvolvimento,já imaginou se não tivesse desmatado toda região sudeste,sul e centro oeste, o que seria o Brasil de hoje, desmatamento da amazonia não significa nada perante poluição industrial . que graças a deus coronavirus acabou com desatre ambiental , isto é toda realidade.

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      • T

        Teodoro Jacob Winkler

        ± 1 horas

        Não tem nada que dar satisfação para investidores. Somos soberanos e tratamos o nosso meio ambiente como queremos. Se quiserem investir que invistam se não quiserem enfiem onde melhor couber.

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        • C

          Carlos Roberto

          ± 2 horas

          O desmatamento racionalizado faz parte do desenvolvimento. Ou os países desenvolvidos nunca tiveram florestas?

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          • E

            Eduardo Prestes

            ± 3 horas

            No tempo da Marina e do Lula, os índices se desmatamento eram 5 vezes maiores. E não lembro de reclamações internacionais. Isso é uma campanha orquestrada contra o Governo Bolsonaro. O Gal.Mourão deveria ter apresentado dados históricos, para comparação e melhor entendimento. E algum desmatamento é desejável, quando vinculado a atividades produtivas. Os moradores da região precisam trabalhar, com agricultura ou pecuária. São as principais alternativas para que a população sobreviva na região...

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            • J

              justo verissimo

              ± 4 horas

              tudo lorota, prometeram e não vão cumprir, tomara que na frente cortem o dinheiro.

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              • Z

                Zenão

                ± 4 horas

                "Investidores" estrangeiros; quem lê pensa que os camaradas estão fazendo favor em investir aqui.

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                • W

                  Walter

                  ± 4 horas

                  Cuidar do meio ambiente é como cuidar de nós mesmos e de nossos filhos, netos e gerações seguintes, independentemente de possíveis investidores. Mourão aproveitou essa oportunidade para mostrar ao mundo o que pode ser feito. Só espero que o CN não atrapalhe!

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