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Justiça

MP de São Paulo pede inquérito para apurar ameaças virtuais contra Vorcaro e familiares

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. (Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos/Wikimedia Commons)

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O Ministério Público de São Paulo solicitou a abertura de um inquérito policial para investigar suspeitas de perseguição virtual e ameaças contra o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes de sua família. O pedido foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), responsável pela apuração.

À Gazeta do Povo, o Ministério Público informou que a representação foi recebida e enviada ao Decap com requisição de instauração de inquérito policial em 4 de março de 2026. A reportagem procurou a Polícia Civil paulista, mas ainda não obteve retorno sobre a abertura formal da investigação.

De acordo com a portaria do MP, a apuração deve verificar a publicação de “alegações falsas, humilhantes e abusivas, usando imagens de familiares da vítima”, além do envio de “mensagens com conteúdo ameaçador” por meio das redes sociais.

A investigação tem como base uma representação apresentada pela advogada Vanessa Souza, especialista em direito digital e responsável pela defesa da família do empresário. No documento, ela lista mensagens com ameaças recebidas nas redes sociais da filha de Vorcaro e publicações feitas por influenciadores.

“Todas as narrativas apresentadas nas publicações reiteradas dos representados contêm alegações falsas, abusivas e humilhantes, e frequentemente utilizam imagens de familiares das vítimas sem qualquer consentimento”, afirma a advogada na representação. Procurada pela reportagem, Souza informou que não iria se manifestar além do que já conta no pedido ao MPSP.

O pedido de abertura de inquérito foi apresentado no fim de fevereiro, antes da segunda prisão preventiva do empresário, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Vorcaro foi preso na semana passada sob suspeita de manter uma espécie de milícia privada usada para ameaçar adversários e invadir sistemas de informática de órgãos de investigação, com o objetivo de obter documentos sigilosos relacionados a apurações contra ele.

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