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MP pede revisão de sigilo imposto pelo TCU ao caso Master

Subprocurador do MPTCU alega que documentos que não possuem conteúdo sensível devem ser disponibilizados ao público.
Subprocurador do MPTCU alega que documentos que não possuem conteúdo sensível devem ser disponibilizados ao público. (Foto: Samuel Figueira/TCU)

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O Ministério Público pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) reveja o sigilo total imposto à fiscalização do Banco Central (BC), no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master. A representação foi protocolada nesta quinta-feira (26).

No documento, é solicitado que a Corte garanta "publicidade às peças processuais não protegidas por sigilo legal e acesso pleno do Banco Central ao processo". Após a liquidação do Master, o TCU passou a averiguar os procedimentos adotados durante a análise das condições financeiras da instituição. O relator do caso Master é o ministro Jhonatan de Jesus, mas a representação sobre o sigilo ficou a cargo do ministro Augusto Nardes.

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"Embora seja legítima a proteção de documentos que contenham informações sensíveis ou sigilosas, tal proteção deve ser aplicada de forma pontual e restrita, alcançando apenas os documentos que efetivamente demandem sigilo, e não a totalidade do processo", argumenta o autor da representação, ministro Lucas Rocha Furtado.

O TCU, por sua vez, justifica o sigilo falando em risco de "vazamentos, inclusive de informações sigilosas assim classificadas pelo BC". No dia 11 de fevereiro, Jhonatan de Jesus aumentou o grau de sigilo, de "sigiloso" para  "sigiloso com exigência de autorização específica de leitura". Com isso, até mesmo o BC, que é parte no processo, só consegue acesso com autorização do ministro.

O protagonismo crescente do TCU se alinhou com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, abrindo margem para uma nova indicação da Câmara e chamando a atenção de atores políticos. Enquanto o PL defende a indicação do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), o PT conta com o apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a aprovação do deputado federal Odair Cunha (PT-MG).

A Gazeta do Povo entrou em contato com Jhonatan de Jesus e aguarda retorno.


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