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Conflito no Oriente Médio

Múcio cobra mais armas para o Brasil em meio a tensão mundial: “Todo mundo está armado”

O ministro da defesa, José Múcio, durante entrevista em que fala da invasão americana na Venezuela. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

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O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta segunda-feira (2) que as Forças Armadas precisam de mais investimentos em meio à escalada das tensões no conflito do Oriente Médio. Para o ministro, o Brasil precisa ficar atento, porque “não existe mais ninguém desarmado no mundo”, defendendo que o país invista 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Eu sempre digo que o mundo todo se armou. Não existe mais ninguém desarmado. (...) Desarmado não tem mais ninguém no mundo, de maneira que eu acho que a gente vai ter que conviver permanentemente neste conflito”, afirmou.

Múcio fez as declarações durante cerimônia da primeira incorporação de mulheres ao Serviço Militar Inicial Feminino, em Brasília. Ele afirmou ainda que o país acompanha com atenção os desdobramentos da guerra e que, até o momento, não houve nenhuma solicitação formal de repatriação por parte de brasileiros. Ele ponderou, no entanto, que com todos os países armados a "maior arma" deveria ser a "diplomacia".

Não é a primeira vez que Múcio reclama de baixos investimentos do país no fortalecimento da capacidade militar e bélica brasileira. Em setembro, na Comissão de Relações Exteriores, no Senado Federal, o ministro alertou que o Brasil é o país da América do Sul que destina o menor percentual do PIB para a Defesa.

"Não é porque vivemos hoje em paz que podemos garantir que estaremos para sempre em paz. Testemunhamos o mundo em rápido processo evolutivo: Saímos de uma era pós-industrial para uma era de tecnologias disruptivas; hoje falamos em sistemas antimísseis, mísseis hipersônicos, armas a laser, inteligência artificial e vários outros recursos", declarou aos parlamentares.

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