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Críticas ao governo

Não tem como defender o Lula, diz Paulinho da Força, ex-aliado do governo

Deputado federal Paulinho da Força, ex-aliado do governo Lula. (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

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O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que preside o partido, subiu o tom em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar do partido ter apoiado a candidatura dele nas eleições de 2022.

Pelas redes sociais, o parlamentar criticou duramente o presidente Lula e queixou-se do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio à inflação dos alimentos e após o petista sugerir que o consumidor deixe de comprar produtos caros.

“Companheiro [Lula], assim não tem como te defender. Se não tem como resolver os problemas do Brasil, por que você virou presidente? E olha que por muitas vezes estive ao seu lado. Inclusive, o Solidariedade foi o primeiro partido a te apoiar na última eleição. E agora, você está virando as costas para o povo brasileiro?”, disse o deputado.

No vídeo, Paulinho ressalta que "a caristia voltou" ao citar o aumento do preço da picanha (promessa de campanha de Lula) e do famoso "cafézinho". Ele também critica o governo por querer colocar a culpa no povo, além de pedir que ele demita o ministro Fernando Haddad.

"Manda o Fernando Haddad embora e põe alguém que possa tocar a economia, você pensa que a economia tá boa? Vai no mercado, vai lá ver o preço do alimento, vai ver se as pessoas conseguem comprar, não dá pra continuar assim. A caristia voltou, preços subiram e o governo achando que todo mundo é bobo e põem a culpa no povo brasileiro", ressaltou.

Em entrevista à CNN Brasil, nesta segunda (10), Paulinho voltou a criticar o governo e ainda afirmou que está "doido". "O governo está completamente doido. E a equipe é ruim. Não tem diálogo, o presidente não fala com ninguém. O presidente se trancou em casa", disse.

As declarações de Paulinho ocorrem em um momento de baixa popularidade do presidente Lula e de tentativas do governo para fortalecer sua articulação com o Congresso. O Solidariedade, partido liderado por Paulinho da Força, apoiou Lula na eleição de 2022, mas não garantiu espaço nos ministérios, sendo contemplado apenas com postos no segundo escalão.

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