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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a representação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contra ele junto à Polícia Federal (PF), apontando para o posicionamento da esquerda contra a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos.
"Maduro não deve ser preso por ser um ditador, mas eu devo ser preso por um meme", opinou Nikolas, em postagem desta terça-feira (6). A representação de Lindbergh traz postagens antigas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concluindo a cronologia com as reações do parlamentar mineiro à prisão de Maduro.
Maduro não deve ser preso por ser um ditador, mas eu devo ser preso por um meme. Vão se lascar vão kkkkkkkkk
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) January 6, 2026
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Lindbergh utilizou as mesmas palavras da Procuradoria-Geral da República nas ações sobre o suposto plano golpista: "concerto de vontades e divisão de tarefas." Nas ações contra os núcleos, porém, o crime imputado foi de organização criminosa, mais grave do que o delito de associação criminosa apontado pelo líder do PT na Câmara.
Há, ainda, outro ponto parecido: enquanto as ações do suposto golpe dividiram a suposta organização criminosa em núcleos, Lindbergh enumera em fases o suposto plano de atentado à soberania nacional: "criação do pretexto (Fase 1), convite operacional (Fase 2), normalização e simbólica consumação da ameaça (Fase 3) e exibição gráfica do resultado (Fase 4)."
A prisão de Maduro voltou a gerar opiniões diametralmente opostas na direita e na esquerda: enquanto a esquerda fala em violação da soberania do país sul-americano, a direita comemora o fim da ditadura chavista. Agora, Maduro e sua esposa passam por um julgamento que pode durar meses e culminar em uma pena de 30 anos à prisão perpétua. Na primeira audiência, o agora réu nos Estados Unidos se disse inocente e vítima de um "sequestro" pelas autoridades americanas.




