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Escândalo de descontos associativos

O que se sabe das suspeitas sobre Lulinha na CPMI do INSS: relembre principais pontos

Senadores da base e da oposição travaram embate durante sessão que aprovou as quebras dos sigilos fiscais e bancários de Lulinha, filho do presidente Lula (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo do esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu uma empresa em Madri, na Espanha, em janeiro de 2026. Sem registros de atividades oficiais e listada sob a categoria de “atividades tecnológicas” genéricas. A firma seria uma chamada empresa "de gaveta" — estrutura jurídica que existe formalmente, mas sem operações reais.

A descoberta, revelada pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (18), é o desdobramento mais recente das investigações sobre o envolvimento de Lulinha com alvos da CPMI do INSS. Embora a defesa repudie as informações, sempre classificando-as como "ilações" e dizendo que ele não tem nenhuma relação, o inquérito que apura a "farra dos descontos associativos" traz alguns indícios que complicam a situação do filho do presidente e que ainda precisam de explicações, segundo membros da CPMI.

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Principais pontos da investigação:

O "Sócio Oculto" e o "Careca do INSS"

Relatórios de dezembro de 2025 apontam Lulinha como suposto sócio oculto de Antonio Camilo Antunes, preso desde setembro daquele ano e apontado como operador do esquema. O negócio envolveria projetos de cannabis medicinal e kits de diagnóstico de dengue, com o repasse de uma suposta "mesada" de R$ 300 mil.

Mensagens interceptadas mostram Antunes orientando pagamentos a uma consultoria vinculada a terceiros, mencionando o beneficiário como "o filho do rapaz". A PF também encontrou um envelope com o nome de Lulinha em uma operação de busca e apreensão. A defesa nega que Lulinha seja “o filho do rapaz”, em alusão ao seu parentesco com o presidente.

Intermediação de Roberta Luchsinger

A defesa confirma que Roberta Luchsinger apresentou Antunes a Lulinha, descrevendo-o como um empresário bem-sucedido do ramo farmacêutico.

A justificativa para a aproximação seria o interesse de Lulinha no mercado de cannabis medicinal para auxiliar uma parente próxima que dependeria do canabidiol e teria dificuldades de obter a substância no mercado.

Viagens custeadas por investigado

Recentemente, a defesa confirmou que Lulinha viajou a Portugal com passagens e hospedagem integralmente pagas por Antonio Antunes, o "Careca do INSS". O motivo da viagem seria conhecer uma fábrica de cannabis

Quebra de sigilo

Em fevereiro de 2026, a CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. A decisão gerou forte reação dos aliados do governo, que chegaram a apelar ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela anulação da medida — o que não ocorreu.

Movimentações financeiras milionárias

Dados identificados mostram uma movimentação de R$ 19,5 milhões num período de quatro anos, de 2022 a 2026. A defesa sustenta que o vazamento desses dados não comprovaria nenhuma irregularidade nem ligação direta com o lobista.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho defendeu o arquivamento do caso por "ausência de fatos".

Suspensão da quebra de sigilo

Recentemente, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos fiscais determinada pela CPMI, restabelecendo, momentaneamente, a proteção sobre as informações financeiras do filho do presidente.

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