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Caso Master

Pai de Vorcaro tem surto em presídio de MG após PF rejeitar delação de banqueiro

Daniel Vorcaro
Daniel Vorcaro, banqueiro do liquidado Banco Master. (Foto: reprodução/Youtube TV Lide)

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O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, teve um surto dentro do presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG), na noite de quinta-feira (21), após a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo filho.

Henrique Vorcaro foi preso no último dia 14 de maio durante a sexta fase da Operação Compliance Zero por supostamente comandar o grupo apelidado de "A Turma", criado pelo banqueiro para coagir e ameaçar desafetos.

Segundo relatos de fontes a par da investigação, Henrique Vorcaro enfrenta um quadro de depressão, crises de choro e dificuldades para se adaptar à rotina da prisão, e teria ficado abalado ao ser informado de que a colaboração proposta por Daniel Vorcaro não avançaria na Polícia Federal.

Investigadores afirmam que o empresário apresentou lapsos de memória, crises de choro e sinais de desespero, chegando a desabar emocionalmente após saber da rejeição do acordo.

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Henrique Vorcaro já vinha demonstrando instabilidade emocional nos últimos dias, mas a situação teria atingido um ápice na última noite. O empresário foi atendido pela equipe médica do próprio presídio, conforme confirmou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A rejeição da delação de Daniel Vorcaro ocorreu após investigadores apontarem omissões consideradas graves, entre elas a tentava de preservar nomes de pessoas próximas, entre elas o próprio pai e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria recebido mesadas de R$ 500 mil, além de esconder relações com outras autoridades públicas e familiares de ministros do STF.

Fontes da investigação afirmam que a proposta apresentada ficou muito abaixo do esperado diante da dimensão do caso e do volume de provas já reunidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os materiais apreendidos estão milhares de documentos e cerca de 100 aparelhos eletrônicos, incluindo celulares e computadores, que podem sustentar novas fases da operação por meses.

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A ausência de provas robustas e as inconsistências identificadas pela PF afastaram, ao menos neste momento, a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. A avaliação nos bastidores é de que Daniel Vorcaro precisaria apresentar novas informações e provas concretas para tentar reverter a situação.

Nos últimos dias, o banqueiro também sofreu um endurecimento em suas condições de prisão, deixando a sala de Estado-maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília e transferido para uma cela comum. Nesta sexta-feira (22), após a troca de advogados em sua defesa, o ministro André Mendonça autorizou o retorno das condições menos restritivas.

Integrantes da PF e da PGR também avaliam que, para viabilizar um acordo, Daniel Vorcaro teria de devolver entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões ligados a supostas fraudes e movimentações financeiras ilegais identificadas até agora. Segundo fontes próximas ao caso, o banqueiro propôs um valor próximo disso.

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