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Goiás

Petista pede investigação de Caiado por transações com fintech suspeita

Ronaldo Caiado
Lindbergh Farias levanta suspeitas sobre uso de fintech supostamente ligada ao PCC para gerir programas sociais. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), após a revelação de supostas transações bilionárias entre o governo goiano e a fintech BK Bank, empresa investigada na Operação Carbono Oculto por suposta ligação com o PCC.

O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e tem como base informações reveladas em reportagem publicada nesta semana pela Folha de S. Paulo. O parlamentar afirma que há indícios graves envolvendo recursos públicos destinados a programas sociais e cobra apuração sobre a movimentação financeira realizada durante a gestão do político.

“A gravidade dos fatos decore de possível inserção de recursos públicos, programas sociais e comerciantes locais em ambiente financeiro contaminado por suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa”, afirmou o deputado no pedido.

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O pedido de Lindbergh contra Caiado ocorre em meio à movimentação política para a eleição presidencial de 2026, já que o ex-governador é apontado como possível adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto.

Segundo a apuração da Folha de S. Paulo, a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, teria movimentado R$ 1,36 bilhão de programas estaduais de transferência de renda. Dados do Coaf apontam que os repasses foram feitos pela Agência de Fomento de Goiás entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período que inclui a deflagração da operação policial.

O governo goiano afirmou que os recursos abasteciam cartões usados por cerca de 880 mil beneficiários de programas sociais administrados pelo estado. As operações também incluíam a cobrança de uma taxa de até 6% sobre compras realizadas nos estabelecimentos credenciados pelos beneficiários.

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A apuração aponta que metade do valor arrecadado ficava com a Agência de Fomento de Goiás, enquanto a outra metade era destinada à BK Bank.

“Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento”, afirmou o governo goiano em nota.

O modelo adotado foi alterado em 2024, quando o governo estadual trocou a fintech responsável pelas operações financeiras. A nova divisão das taxas passou a destinar 75,6% da arrecadação para a Agência de Fomento e 24,4% para a nova instituição contratada.

Já Caiado negou qualquer irregularidade e afirmou que a BK possuía autorização regular do Banco Central para atuar no sistema financeiro. O ex-governador disse que não havia elementos que permitissem aos estados suspeitar de eventual ligação da empresa com organizações criminosas.

“Não estaria existindo, neste momento, conivência ou omissão do Coaf na prevenção de crimes dessas organizações criminosas, deixando-as operar e informando delitos somente depois da operação policial que trouxe à tona o envolvimento da empresa com o narcotráfico? De quem parte a ordem para calar o Coaf”, questionou.

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